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A Embraer foi poupada das tarifas extras impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, segundo decreto assinado nesta quarta-feira (30) pelo presidente Donald Trump. A notícia animou o mercado financeiro, e as ações da fabricante brasileira de aeronaves subiram cerca de 10% na B3, sendo negociadas a R$ 76. Na Bolsa de Nova York, os ADRs da empresa dispararam 9,7%, chegando a US$ 54,57.
Embora o tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras comece a valer no próximo dia 6 de agosto, a Casa Branca anunciou uma série de exceções. Entre os produtos retirados da sobretaxa estão turborreatores, turbinas e peças para motores de combustão interna usados em aeronaves — itens centrais na produção da Embraer. Também ficaram de fora da medida suco de laranja, petróleo, celulose, carvão, aço, castanhas e outros artigos considerados estratégicos.
A exclusão da Embraer e da indústria de sucos, duas das principais exportadoras do estado de São Paulo, trouxe alívio ao governador Tarcísio de Freitas, que vinha alertando para um impacto potencial de até 2,7% no PIB paulista e a perda de 120 mil empregos caso não houvesse isenções.
Apesar da sinalização positiva, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, alertou que os efeitos do tarifaço ainda serão sentidos na economia brasileira. “Representa um cenário mais benigno do que poderia ser, numa tarifa mais ampla. Não quer dizer que tenha impactos pequenos, ou que não tenha efeito relevante. Isso precisa ser processado de forma mais ampla”, afirmou.
Segundo Ceron, o plano do governo federal para mitigar os danos econômicos da medida já está pronto, aguardando apenas a decisão do presidente sobre o momento adequado para divulgação. O secretário ressaltou que a estratégia foi desenhada com flexibilidade, para atender com mais intensidade os setores mais afetados.