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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (9) que o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, feito na última semana, não deve ser considerado sério. Segundo ele, a oscilação do próprio senador entre lançar-se candidato e, dias depois, condicioná-lo a negociações, demonstra falta de consistência.
“Ninguém se lança candidato em um dia e no outro dia se lança para negociação. Eu nunca vi isso na minha vida. Então não dá para levar a sério. Eu acho que tem muita coisa para acontecer ainda e a gente tem que estar mais preocupado em mostrar as entregas do presidente Lula”, declarou Edinho.
Apesar de minimizar a movimentação do senador, o dirigente petista admitiu que o perfil do adversário escolhido pela direita em 2026 terá impacto nas estratégias eleitorais do partido. “Lá em maio, junho, quando de fato as candidaturas forem definidas, cada candidatura vai exigir de nós uma posição tática. Agora eu acho que é muito cedo”, ponderou.
Lula é candidato à reeleição, diz Edinho
Edinho Silva reiterou que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição é considerada certa dentro do partido. “Não parece um homem de 80 anos. Acho que ele nunca esteve tão bem de saúde quanto está hoje. Ele está muito bem preparado”, afirmou.
Segundo o presidente do PT, a sigla trabalha com a missão de assegurar um novo mandato ao petista. “Não importa muito se o adversário vai ser Flávio ou se vai ser outro. A prioridade maior do nosso lado é mostrar o que o presidente Lula tem feito, é mostrar as entregas do presidente Lula. É o nosso principal objetivo […] Queremos ter uma agenda de futuro mais de legado, mais progressista”, completou.
Para Edinho, a reeleição de Lula teria impacto também no cenário internacional, contribuindo, segundo ele, para “reequilibrar o jogo político não só nacionalmente, mudando a correlação de forças, mas também sinalizando para a América Latina e para o mundo […] uma mudança na correlação de forças. Uma possibilidade de a democracia sair vitoriosa”.
O petista também confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá na chapa caso decida disputar novamente ao lado de Lula. “O vice-presidente é hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil. Um líder que nos orgulha muito. Tem sido um vice-presidente extremamente correto e leal. Se ele quiser continuar sendo vice, ele será”, disse.
Flávio Bolsonaro oficializou sua pré-candidatura na sexta-feira (5). Dois dias depois, em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, da Record, afirmou que o “preço” para desistir seria ver seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “livre, nas urnas”.
A fala gerou repercussão negativa e, na segunda-feira (8), o senador voltou a dizer que sua candidatura é “irreversível”, repetindo que só abrirá mão caso o pai tenha condições de disputar as eleições. Edinho ironizou a postura: “Não sou eu que não levo a sério, ninguém vai levar a sério. Até no processo de negociação ele está errando. Deixa pra dizer isso lá na frente. Nem quem quer negociar vai levar a sério”.
Mesmo diante da movimentação da direita, o presidente do PT reforçou que o partido está concentrado em apresentar resultados do governo federal e construir uma plataforma política voltada para o futuro. “O adversário do presidente Lula interessa muito pouco”, disse, destacando que a definição de candidaturas só ganha solidez a partir de meados de 2026.