Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) decidiu deixar o Partido Liberal após divergências internas sobre a formação da chapa ao Senado nas eleições de 2026. A decisão foi tomada depois de uma reunião realizada na tarde de quarta-feira (4) com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, em Brasília.
No encontro, Valdemar informou à deputada que a direção do partido definiu que apenas uma das duas vagas do PL na disputa ao Senado será ocupada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). A outra vaga ficará reservada a um nome indicado pela federação formada por União Brasil e Partido Progressistas (PP). As informações foram divulgadas pelo repórter Felipe Pereira, do UOL.
Diante do cenário, Valdemar Costa Neto teria sugerido alternativas para Caroline de Toni, como a possibilidade de concorrer ao cargo de vice-governadora de Santa Catarina ou tentar a reeleição à Câmara dos Deputados, com a perspectiva de assumir a liderança do PL a partir de 2027. A parlamentar, no entanto, recusou as propostas apresentadas.
Mesmo com a decisão da Executiva Nacional do partido, houve, nos bastidores, sinalizações em favor da manutenção de uma chapa “pura” do PL para o Senado, formada por Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que também preside o diretório estadual da legenda e é pré-candidato à reeleição, chegou a afirmar publicamente, durante um evento em Brasília na terça-feira (3), que apoiaria a candidatura da deputada ao Senado.
Com a saída de Caroline de Toni do PL, o partido deve redirecionar seu apoio em Santa Catarina ao senador Esperidião Amin (PP), que pode disputar a reeleição. A reportagem aponta que houve pressão dos presidentes nacionais do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, para que uma das vagas ao Senado fosse destinada à federação. Segundo essas lideranças, caso o PL insistisse em lançar uma chapa própria, os partidos aliados poderiam apoiar um adversário de Jorginho Mello na disputa pelo governo estadual.
O deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil-SC), que coordena a federação entre União Brasil e PP em Santa Catarina, afirmou que o PL tinha prazo até o fim de fevereiro para definir se a vaga ao Senado ficaria com Caroline de Toni ou com Carlos Bolsonaro. Caso não houvesse consenso, a federação poderia optar por apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como candidato ao governo do estado.
Apesar de confirmar a saída do PL, Caroline de Toni ainda não anunciou oficialmente qual será seu novo partido. Entre as legendas cogitadas para o futuro político da deputada estão Republicanos e Avante.