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O empresário Mário Peixoto, que fornecia materiais ao governador Wilson Witzel, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) pela Operação Lava Jato por, entre diversas suspeitas, tentar administrar, de forma ilegal, sete hospitais de campanha levantados pelo governo para tratamento de pessoas com o novo coronavírus (covid-19), informa O Antagonista.

Os indícios surgiram mediante a quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos de Peixoto e outros suspeitos, como o ex-deputado entre fevereiro e abril deste ano.

O Ministério Público Federal (MPF) encontrou emails trocados entre o suposto operador de Peixoto, Alessandro Duarte e Juan Elias, que seria o contador da organização criminosa.

Em um deles, há diversas planilhas sobre compras de equipamentos e insumos dos hospitais de campanha do RJ para enfrentar a covid-19. De acordo com o juíz Marcelo Bretas, em sua decisão, os documentos trocados entre Duarte e Elias “normalmente são manuseados por administradores ou diretores da empresa”.

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O esquema seria mediado por uma organização social. Witzel firmou um contato com a OS Iabas para a administração dos hospitais de campanha, em montante equivalente a R$ 850 milhões.

Segundo Marcelo Bretas, as conversas mantidas por telefone e email mostram que a Iabas “teria relação com MARIO PEIXOTO, apesar de não constar qualquer vínculo com ele no quadro social da citada pessoa jurídica”.

A suspeita é que, por meio da Iabas, Peixoto conseguiria contratar empresas ligadas a ele para fazer a prestação de serviços dos hospitais de campanha.

Confira as planilhas

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