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Desde que o Dr. James Parkinson descreveu pela primeira vez um homem idoso com postura rígida, arrastando os pés e tremores, em Londres, em 1817, a doença de Parkinson tem sido associada principalmente à terceira idade.
No entanto, os números atuais são alarmantes. Segundo um estudo do Global Burden of Disease, 11,8 milhões de pessoas viviam com Parkinson em 2021, quase o dobro do registrado seis anos antes, tornando a doença uma das condições neurológicas que mais cresce no mundo.
Dois médicos americanos, Ray Dorsey e Michael Okun, renomados especialistas em Parkinson e autores de livros como Ending Parkinson’s Disease e The Parkinson’s Plan: A New Path to Prevention and Treatment, alertam que estamos vivendo o que chamam de “pandemia de Parkinson”.
Enquanto outras pandemias são causadas por vírus ou bactérias, os pesquisadores identificam fatores artificiais que, isoladamente ou combinados, contribuem para o aumento de casos: pesticidas em alimentos, solventes industriais na água e poluição no ar.
“O Parkinson não é uma consequência natural do envelhecimento. É evitável”, afirma Dorsey. “As principais causas não estão em nosso DNA, mas no ambiente — nos produtos químicos presentes em nossa comida e água.”
Embora a doença tradicionalmente se manifeste em idosos, Dorsey e Okun observam casos em pessoas entre 30 e 40 anos, provavelmente expostas a esses fatores desde a infância.
Como se proteger: recomendações dos especialistas
No livro The Parkinson’s Plan, os autores apresentam Parkinson’s 25, uma lista de medidas para reduzir os riscos. Entre as principais recomendações estão:
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Lave frutas e vegetais cuidadosamente – Mesmo alimentos orgânicos podem conter pesticidas. A Consumer Reports, em 2024, identificou riscos significativos em 20% dos produtos testados, como mirtilos, pimentões e batatas. Lave cada item por pelo menos 30 segundos.
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Adote uma dieta saudável – Dietas mediterrâneas, ricas em frutas e vegetais e pobres em produtos de origem animal, podem reduzir o risco. O consumo de vinho orgânico também é recomendado.
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Pratique exercícios regularmente – Atividades físicas liberam fatores de crescimento no cérebro que protegem as células nervosas. Caminhar de 7.000 a 7.500 passos por dia é sugerido.
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Durma bem – O sono de qualidade ajuda a eliminar toxinas do cérebro e reduzir inflamações.
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Evite lavanderias com percloroetileno (PCE) – Deixe roupas arejarem antes de entrar em casa.
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Beba café com cafeína – Estudos mostram que a cafeína pode reduzir o risco de Parkinson e proteger células produtoras de dopamina.
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Use purificador de ar – Pode remover partículas e gases associados à doença.
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Instale filtros de água – Para reduzir a ingestão de pesticidas na água.
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Cuide-se ao jardinar – Evite o uso indiscriminado de pesticidas, pois estudos mostram aumento de risco entre pessoas que aplicam inseticidas.
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Verifique rótulos de produtos domésticos – Evite itens com permetrina e piretróides, que podem prejudicar células nervosas.
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Pressione clubes de golfe a adotarem práticas sustentáveis – Campos de golfe usam até 80 vezes mais pesticidas por acre que fazendas; incentivar práticas mais seguras ajuda a reduzir exposição ambiental.