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O Banco Central (BC) começou neste sábado (4) a bloquear chaves Pix identificadas pelas instituições financeiras como utilizadas em golpes e fraudes. A medida faz parte de um pacote de ações para reforçar a segurança do sistema de pagamentos instantâneos, que se consolidou como o mais utilizado no país.
Segundo comunicado feito na reunião do Fórum Pix na última quinta-feira (2), a medida impede que contas marcadas por suspeita de fraude possam enviar ou receber transferências. Além disso, usuários com CPF, CNPJ ou chaves Pix bloqueados não poderão registrar novas chaves em outras instituições.
As informações de marcação ficam disponíveis para os bancos, que podem usá-las para autorizar, rejeitar, reter ou bloquear transações. O objetivo é dificultar a atuação de golpistas e aumentar as chances de recuperação de valores desviados.
Novidades em segurança e contestação
Outra mudança recente é o chamado “botão de contestação”, disponível diretamente nos aplicativos bancários desde 1º de outubro. A ferramenta permite que clientes contestem transações suspeitas sem precisar falar com atendentes. Após análise, que deve ser concluída em até sete dias, os bancos poderão devolver os valores em até 11 dias, desde que confirmada a fraude.
O BC também anunciou que, a partir de 23 de novembro, será implementado um mecanismo de rastreamento de recursos, permitindo acompanhar o caminho do dinheiro e bloquear valores em contas de destino intermediárias. Essa funcionalidade será obrigatória para todas as instituições a partir de 2 de fevereiro de 2026.
Pix Parcelado e Pix em Garantia
Ainda este ano, o Pix Parcelado deve ser lançado, com previsão de publicação das normas até o fim de outubro. A modalidade permitirá que o usuário pagador parcele uma transação Pix, enquanto o recebedor receberá o valor integral imediatamente.
Já o Pix em Garantia, voltado para empresas e com previsão de lançamento apenas em 2026, permitirá o uso de recebíveis futuros de Pix como garantia em operações de crédito, com a promessa de baratear custos para o setor comercial.
Funcionalidades já disponíveis em 2025
Diversas inovações no Pix já estão em operação neste ano:
- Boleto com QR Code (fevereiro de 2025): pagamentos de contas e cobranças com QR Code incluso no boleto.
- Pix por Aproximação (28 de fevereiro): uso da tecnologia NFC para pagar aproximando o celular da maquininha, como ocorre com cartões.
- Pix Automático (16 de junho): semelhante ao débito automático, permite pagamentos recorrentes de contas como água, luz e escola, mediante autorização prévia do cliente.
- Sistema de Devolução Automática (1º de outubro): contestação de transações fraudulentas diretamente nos aplicativos bancários.
Próximos passos
Entre os projetos em andamento, o Banco Central planeja novidades como o Pix Internacional, a integração com API de Pagamentos em sites de vendas, novas formas de iniciação via NFC, Bluetooth, RFID e reconhecimento facial, além de regras para split de pagamentos, que permitirá a divisão automatizada de valores em uma única transação.
Com essas medidas, o Banco Central busca consolidar o Pix não apenas como o meio de pagamento mais popular do país, mas também como uma ferramenta cada vez mais segura e versátil para consumidores e empresas.