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A deputada da oposição Gladys Aurora López, do Partido Nacional de Honduras, ficou ferida nesta quinta-feira (8) após um artefato explosivo ser lançado contra ela no interior do Congresso Nacional, em Tegucigalpa, minutos antes do início de uma sessão parlamentar. A explosão ocorreu a poucos centímetros da parlamentar e provocou lesões nas costas e na cabeça.
O ataque aconteceu enquanto deputados da oposição concediam entrevistas à imprensa, ao lado do líder da bancada do Partido Nacional, Tomás Zambrano, em uma área localizada nos fundos do plenário. López estava próxima a um elevador, acompanhada por colegas de partido e agentes policiais, quando o artefato foi lançado do lado de fora do prédio legislativo.
Imagens e relatos colhidos pela agência EFE indicam que a detonação ocorreu no momento em que a deputada respondia a perguntas de jornalistas sobre as restrições de acesso ao Congresso. O impacto atingiu o ombro da parlamentar, que caiu logo em seguida. Policiais que estavam no local agiram imediatamente e a encaminharam para um hospital da capital hondurenha, onde recebeu atendimento médico.
Sessão marcada por tensão política
A sessão do Congresso havia sido convocada pelo presidente do Parlamento, Luis Redondo, que pretendia apresentar um relatório sobre os resultados das últimas eleições gerais, realizadas em 30 de novembro. No entanto, os partidos Nacional e Liberal compareceram apenas para registrar presença, em protesto contra a intenção de Redondo de solicitar a recontagem de mais de 19 mil atas eleitorais, mesmo após a oficialização do resultado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), em 30 de dezembro.
Segundo lideranças da oposição, a iniciativa do presidente do Legislativo representaria uma tentativa de reabrir um processo eleitoral já encerrado oficialmente, aumentando ainda mais o clima de instabilidade política no país.
Repercussão e condenação do ataque
O atentado gerou forte repercussão política. O presidente eleito de Honduras, Nasry “Tito” Asfura, lamentou o ocorrido em entrevista a uma emissora de Tegucigalpa.
“Não quero pensar que isso tenha sido motivado por questões políticas, mas são coisas que simplesmente não podem acontecer”, afirmou.
No momento do ataque, Asfura estava na cidade de San Pedro Sula, no norte do país, onde participava de uma reunião com empresários para discutir a geração de empregos e o aumento da produção nacional.
Também houve manifestação por parte do partido governista. Carlos Eduardo Reina, integrante da Comissão Política do partido Liberdade e Refundação (Libre), condenou a agressão contra a deputada e afirmou que nenhuma divergência política pode justificar o uso da violência ou de artefatos que coloquem vidas em risco.
Enquanto as autoridades investigam a origem e os responsáveis pelo ataque, o episódio aprofunda a desconfiança entre os principais partidos políticos de Honduras, em meio a disputas sobre o processo eleitoral e o funcionamento do Congresso Nacional.