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A Força Aérea de Israel realizou na noite de quinta-feira (4) e madrugada de sexta-feira (5) uma nova série de ataques em Dahiyeh e outras áreas de Beirute, bastiões do grupo terrorista Hezbollah, no Líbano. Segundo o Exército israelense, foram atingidos o quartel-general da milícia e dez edifícios de grande altura que, de acordo com informações oficiais, abrigavam infraestrutura militar do grupo.
Entre os alvos atingidos estavam a sede do Conselho Executivo do Hezbollah e um depósito utilizado para armazenar drones empregados em ataques contra Israel. De acordo com o comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), a sede tinha como objetivo promover conspirações contra tropas e cidadãos israelenses.
O Exército destacou que, antes da operação, foram tomadas medidas para minimizar danos a civis, incluindo avisos antecipados, uso de armas de precisão e observações aéreas.
“Hezbollah escolheu se unir a esta guerra e enfrentará as consequências dessa decisão”, alertou a conta oficial das FDI no X, acrescentando: “Hezbollah se buscou isso por si mesmo. Não ameace nosso povo”.
Israel confirmou também a morte de Zaid Ali Jumaa, comandante de gestão de fogo do Hezbollah em Beirute, responsável pelo lançamento de milhares de coletes, mísseis e drones contra território israelense. Jumaa chefiava a artilharia da organização no sul do Líbano e esteve à frente do ataque de 2015 no Monte Dov, que matou um oficial e um soldado das FDI.
Conforme informações divulgadas por Tel Aviv, forças da Brigada “Montanha” (810), sob o comando da Divisão 210, atuam em diversas localidades do Monte Dov, no sul do Líbano, como parte de uma ofensiva terrestre contra o Hezbollah. O objetivo, segundo as FDI, é “expor a infraestrutura inimiga, impedir reforços da organização além da fronteira e fortalecer a linha de defesa para os habitantes do norte de Israel”.
Paralelamente, Israel intensificou ataques à infraestrutura do regime iraniano em Teerã, após lançamentos de mísseis do Irã em direção ao território israelense. O chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, informou que a operação militar entrou em uma segunda fase, com foco em atingir estruturas essenciais do poder iraniano.
Segundo Zamir, a ofensiva destruiu mais de 60% dos lançadores de mísseis balísticos e 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã, garantindo quase supremacia aérea total sobre o espaço iraniano.
“Nossos pilotos lançaram mais de 6.000 munições. Neutralizamos e destruímos mais de 60% dos lançadores de mísseis balísticos e cerca de 80% dos sistemas de defesa aérea. Temos movimentos surpresa adicionais que não serão revelados no momento”, afirmou o chefe militar.
Zamir também destacou a coordenação com os Estados Unidos, mantendo contatos contínuos com o general Dan Caine, homólogo norte-americano, e com o comandante do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper.