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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5), em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas, que nunca se reuniu pessoalmente com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“Vorcaro nunca foi ao INSS, eu nunca fiz uma reunião com ele”, declarou Waller durante o depoimento. Apesar disso, o presidente confirmou a existência de um contrato entre o instituto e a instituição financeira para a concessão de empréstimos consignados, vigente de 2020 a 2025.
Segundo Waller, a decisão de não renovar o acordo foi motivada por uma série de reclamações de segurados. “O Master tinha um acordo de cooperação técnica assinado desde 2020, que vigora por cinco anos. Esse acordo venceu em 18 de setembro. Verificamos a quantidade de reclamações dos nossos segurados e entendemos por bem não renovar o acordo”, explicou.
O presidente acrescentou que, antes da suspensão, representantes do banco tentaram fechar um termo de compromisso para sanar irregularidades, mas a proposta não foi aceita pelo INSS. “Em 31 de outubro e 10 de novembro, eles participaram de reuniões tentando formalizar um compromisso para corrigir as falhas, mas não houve esclarecimentos satisfatórios”, disse.
O bloqueio do contrato, que envolvia cerca de R$ 2 bilhões em repasses relacionados a empréstimos consignados, foi comunicado ao Banco Master em 8 de outubro de 2025, antes de qualquer investigação pública ou medida de órgãos de controle. Waller ressaltou que a decisão seguiu orientação presidencial para realizar um “pente-fino” nas operações, após identificar irregularidades.