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O Ministério da Fazenda projeta que a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será de 3,6% em 2026. A estimativa consta do documento “O que esperar 2026”, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica (SPE).
De acordo com a pasta, a projeção indica a continuidade do processo de desinflação observado nos últimos anos, com o índice permanecendo abaixo do teto da meta e mais próximo do centro definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A Fazenda avalia que o comportamento da inflação será favorecido pelo excesso de oferta global de bens, pela queda nos preços internacionais dos combustíveis e pelos efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária contracionista. A SPE também prevê desaceleração da inflação de bens industriais e serviços, além de alta mais moderada nos preços monitorados, impulsionada por reajustes menores em combustíveis e tarifas de energia elétrica.
Por outro lado, o documento aponta pressões moderadas sobre os preços dos alimentos em 2026. Entre os fatores citados estão eventos climáticos alternados, menor oferta de carne bovina no Brasil e nos Estados Unidos e a expectativa de produção reduzida de alguns alimentos, como arroz, trigo, tomate e batata.
Mesmo com esses fatores, a Fazenda considera que o cenário inflacionário segue compatível com uma redução gradual da taxa básica de juros, desde que não haja deterioração relevante do ambiente externo. O relatório destaca ainda que choques geopolíticos, disputas tarifárias entre grandes economias e uma desaceleração mais intensa da China representam os principais riscos para a trajetória dos preços em 2026.
