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🧡 Ver Ofertas na ShopeeHomens são responsáveis exclusivos por cerca de 20% dos casos de infertilidade e contribuem em mais 30% a 40%; consenso científico derruba crença de que o problema é apenas feminino.
O consenso científico está modificando a crença de que a fertilidade é apenas um tema feminino. Pesquisas recentes, citadas pela National Geographic, evidenciam que os homens também experimentam uma diminuição da fertilidade com o passar dos anos. Durante muito tempo, atribuiu-se a infertilidade unicamente às mulheres. No entanto, os especialistas advertem que os homens são responsáveis exclusivos em cerca de 20% dos casos e contribuem entre 30% e 40% adicionalmente.
Stan Honig, urologista e chefe de medicina reprodutiva e sexual na Universidade de Yale, afirmou que esse mito está relacionado à ideia de virilidade masculina. Leon Telis, diretor do programa de saúde masculina no Mount Sinai, acrescentou: “Agora há uma melhor compreensão na sociedade de que os homens são o problema em casais inférteis até a metade das vezes”.
Os 10 mitos sobre fertilidade masculina
Especialistas avaliaram e classificaram como falsas as seguintes crenças:
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A infertilidade é só um problema feminino – Falso
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A fertilidade masculina não diminui com a idade – Falso
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Um só espermatozoide basta para conseguir uma gravidez – Falso
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O estilo de vida não influencia na qualidade do esperma – Falso
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A escolha entre boxer e slip afeta a fertilidade – Falso
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Tomar testosterona ajuda a ser mais fértil – Falso
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Fumar ou beber ocasionalmente não tem consequências – Falso
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O calor produzido por jacuzzis ou saunas não afeta a produção espermática – Falso
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As causas de infertilidade masculina são sempre permanentes – Falso
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Os principais problemas de fertilidade masculina podem ser detectados sem exames específicos – Falso
Idade e estilo de vida têm impacto direto
Um dos mitos mais difundidos sustenta que a fertilidade masculina permanece inalterada com o tempo. Estudos recentes em clínicas europeias demonstraram que homens com mais de 45 anos apresentam taxas mais elevadas de aborto espontâneo e menor probabilidade de alcançar um nascimento: apenas 35% dos tratamentos concluíram com um nascimento, contra 41% em homens mais jovens.
Maria Cristina Guglielmo, embriologista da Eugin Itália, afirmou: “Nosso estudo desafia a suposição tradicional de que o esperma de homens mais velhos é suficientemente bom”. A fragmentação do DNA espermático, mais frequente após os 40 anos, parece explicar parte desses resultados.
Sobre a crença de que um único espermatozoide é suficiente, a especialista explicou: “Uma ejaculação considerada normal contém aproximadamente 39 milhões de espermatozoides, mas não basta um só”. Honig resume: “Dizem que só precisa de um, mas eu digo que é preciso um exército funcional para que esse um chegue”.
Hábitos e exposição a substâncias químicas
O estilo de vida desempenha um papel determinante. O consumo excessivo de álcool e tabaco, a obesidade e a exposição a microplásticos, ftalatos e bisfenol A reduzem a quantidade e a qualidade do esperma. Honig ressalta que a moderação é essencial: “Um copo de vinho ou cerveja algumas vezes por semana ou um cigarro ocasional, isso não é problema. Mas se você é um fumante ou bebedor inveterado, parar pode fazer a diferença”.
O calor excessivo – como o uso frequente de jacuzzis ou saunas – afeta a produção espermática, já que os espermatozoides se desenvolvem melhor em temperaturas inferiores à corporal. Em contraste, a escolha entre boxer ou slip não mostra impacto comprovado na fertilidade.
Testosterona e novas abordagens terapêuticas
Ao contrário do que muitos supõem, o uso de testosterona suplementar reduz drasticamente a produção de espermatozoides. Honig adverte: “Tomar testosterona é, na verdade, a pior coisa que você pode fazer se está tentando ter filhos”. A maioria dos casos recupera a produção de esperma três meses após abandonar o tratamento, embora quem consuma doses muito altas possa não recuperar a função por completo.
O acesso a exames caseiros facilita a detecção precoce de possíveis alterações no sêmen e nos níveis hormonais antes de procurar um médico. As opções terapêuticas incluem tratamentos hormonais, medicamentos para melhorar a libido ou retardar a ejaculação, suplementos antioxidantes e, em casos específicos, intervenções cirúrgicas para corrigir problemas anatômicos.
A reprodução assistida, como a fertilização in vitro com microinjeção espermática, aumentou as taxas de sucesso ao selecionar os melhores espermatozoides. A infertilidade masculina pode ser sintoma de problemas de saúde como câncer testicular ou hipertensão, por isso uma avaliação médica integral ganha importância. O exercício moderado favorece a produção espermática, enquanto o treinamento extremo pode alterar o equilíbrio hormonal.
Os especialistas consultados pela National Geographic insistem que a fertilidade masculina requer a mesma atenção que a feminina. Apesar das incógnitas, a ciência confirma que o homem é igualmente relevante na concepção e que cuidar dos hábitos de vida melhora as probabilidades de ser pai.



















































































