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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDecisão pode adiar ainda mais o julgamento que já se arrasta há mais de 20 anos. A promotoria vai recorrer, enquanto as famílias das vítimas temem que os terroristas morram antes de uma condenação definitiva.
O juiz militar Michael Schrama, do tribunal de Guantánamo, anulou a confissão feita por Khalid Sheikh Mohammed, considerado o mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (28), representa um duro golpe para a acusação e pode atrasar ainda mais o processo. O magistrado concluiu que as declarações prestadas pelo réu ao FBI em 2007 não foram voluntárias e que ele sofreu “coerção severa” por agentes federais.
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“O Ministério Público não conseguiu provar, por maioria de evidências, que as declarações do Sr. Mohammad ao FBI foram voluntárias”, escreveu Schrama. O documento oficial ainda não foi publicado, pois passa por uma revisão de segurança, mas o teor foi confirmado por fontes familiarizadas com o caso ao The New York Times.
Impacto e possíveis recursos
A decisão surge dias após o juiz marcar o julgamento de Mohammed para junho de 2028, mais de duas décadas após os atentados. O promotor militar chefe do caso, contra-almirante Aaron C. Rugh, afirmou que vai analisar a decisão e decidir sobre um recurso em breve. O problema é que recursos desse tipo costumam se arrastar por anos em tribunais superiores, adiando ainda mais o desfecho.
Confissão obtida sob tortura
O processo contra Mohammed e seus supostos cúmplices é marcado por décadas de atrasos e disputas judiciais, principalmente sobre a validade de confissões arrancadas sob tortura. Os promotores já haviam concordado em abandonar provas vindas de prisões secretas da CIA, onde os suspeitos foram interrogados após a captura em 2003. Contudo, eles planejavam usar o depoimento dado ao FBI em 2007 como peça-chave. O juiz ainda precisa definir se confissões semelhantes feitas por Walid bin Attash e Mustafa al-Hawsawi também serão anuladas.
Acordo cancelado e medo das famílias
O caso quase foi encerrado quando Mohammed, bin Attash e al-Hawsawi aceitaram um acordo para se declarar culpados em troca de escapar da pena de morte. No entanto, após pressão de familiares das vítimas, o governo tentou desfazer o acordo, gerando mais anos de batalhas jurídicas sem julgamento.
Enquanto isso, os parentes das vítimas convivem com a angústia e o receio de que os réus morram em Guantánamo antes de verem a justiça ser feita. “Estamos pedindo uma data de julgamento há 20 anos. Espero que desta vez seja real”, afirmou o policial aposentado Jim Smith, cuja esposa morreu nos ataques.



















































































