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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO endividamento das famílias brasileiras caiu para 81,7% em setembro, o menor nível desde junho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quinta-feira (8) .
O percentual corresponde à parcela de famílias que declararam ter dívidas a vencer com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. Em agosto, o índice estava em 82,0%. Em junho, havia sido de 81,6% .
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Inadimplência e percepção
A parcela de famílias com dívidas em atraso — a inadimplência — recuou de 29,9% em agosto para 29,6% em setembro, o menor patamar desde março .
O percentual de famílias que se consideram “muito endividadas” teve leve queda, de 17,4% para 17,3%. Já as que afirmaram não ter nenhum tipo de dívida avançaram de 17,9% para 18,1%, indicando uma composição mais favorável do endividamento .
Tempo de atraso preocupa
Apesar da melhora geral, o tempo médio de atraso avançou de 65,0 dias em agosto para 65,3 dias em setembro, o maior patamar desde novembro de 2024. A piora foi impulsionada por dívidas com mais de 90 dias de atraso, que representam 48,9% do total de contas vencidas .
O percentual de famílias que relataram ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas foi de 19,4% em setembro, o maior desde fevereiro deste ano. O comprometimento médio da renda com débitos ficou em 29,6% .
Melhora concentrada na baixa renda
A queda do endividamento não foi homogênea entre as faixas de renda. Entre famílias com ganhos de até três salários mínimos, o índice caiu de 85,1% para 84,6%. Na faixa de três a cinco salários, recuou de 83,7% para 83,3% .
Por outro lado, entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 77,2% para 77,9% .
Avaliação da CNC
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avaliou que o movimento representa um “respiro” no orçamento das famílias, mas alertou que a consolidação desse quadro depende de condições macroeconômicas mais favoráveis, como juros menores .
“A redução do endividamento e da inadimplência dá um pequeno respiro para as famílias. No entanto, a continuidade dessa trajetória exige medidas que favoreçam o acesso ao crédito em condições mais adequadas, com juros mais compatíveis com a realidade das famílias e das empresas”, afirmou Tadros .
A CNC projeta novas reduções das contas em atraso no próximo trimestre, acompanhadas pela estabilização do endividamento, para que as famílias consigam equilibrar o orçamento
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