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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO dólar comercial fechou esta quinta-feira (29) em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,387, interrompendo uma sequência de duas quedas. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 1,06%, aos 169.186,42 pontos, registrando o quarto pregão consecutivo de baixa.
No cenário internacional, os investidores acompanharam os resultados de empresas, indicadores econômicos dos Estados Unidos e as negociações entre Washington e Teerã para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio. No Brasil, a definição da alíquota de um novo tributo previsto na reforma tributária também esteve no radar do mercado.
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Dólar volta a subir
A moeda norte-americana avançou após duas sessões de queda e chegou a superar R$ 5,41 durante o pregão. Na quarta-feira (28), o dólar havia recuado 0,19%, encerrando o dia cotado a R$ 5,340.
A valorização desta quinta-feira ocorreu em um dia de perdas na Bolsa brasileira e nos principais índices de ações dos Estados Unidos, em meio à avaliação de balanços corporativos e de novos dados econômicos.
TCU propõe alíquota de 11,3% para novo tributo
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na quarta-feira (28) uma proposta que estabelece em 11,3% a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027.
A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional. Caberá ao Senado Federal definir o percentual final até 15 de dezembro. A alíquota poderá ser mantida ou alterada durante a análise.
A CBS faz parte da reforma tributária sobre o consumo e substituirá tributos federais. Em 2027, também começará a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com alíquota de transição de 0,1%, dividida igualmente entre estados e municípios.
A partir de 2029, a cobrança do IBS aumentará gradualmente, conforme o cronograma de transição da reforma.
O novo sistema seguirá o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em diversos países. Nesse formato, os tributos são cobrados nas diferentes etapas de produção e comercialização, com possibilidade de descontar os valores pagos anteriormente, evitando a cobrança cumulativa.
Bolsas internacionais têm resultados diferentes
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,25%, o S&P 500 perdeu 0,30% e o Nasdaq Composite caiu 1,38%.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,7%, aos 644,14 pontos. O DAX, da Alemanha, subiu 0,37%; o CAC 40, da França, teve alta de 0,02%; e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,04%.
Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em baixa, pressionadas por vendas de ações do setor de tecnologia. O índice de Xangai caiu 0,8%, enquanto o CSI 300 recuou 1%. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,59%.
Em sentido contrário, o Nikkei, do Japão, avançou 1,10%. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,24%.
Petróleo cai com expectativa de negociações entre EUA e Irã
Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, diante de notícias sobre novas tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O petróleo Brent para janeiro caiu 0,84%, equivalente a US$ 0,78, e terminou o pregão cotado a US$ 110,80 por barril na bolsa ICE, em Londres.
O petróleo WTI para dezembro recuou 0,76%, também US$ 0,78, encerrando a sessão a US$ 102 por barril na bolsa Nymex, em Nova York.
A possibilidade de um acordo diplomático influenciou as cotações. No entanto, os riscos para o transporte marítimo e a possibilidade de novas ações militares continuaram entre as preocupações dos investidores.
Negociações diplomáticas seguem sem acordo
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o presidente Donald Trump comentaram as tratativas com o Irã. Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém negociações para estabelecer um acordo temporário de paz.
Um dos pontos de impasse é a possibilidade de retomada dos ataques contra o território iraniano após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
No Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou, em publicação na rede social X, que qualquer avanço nas negociações depende da aceitação de sete condições apresentadas por Teerã.
Estreito de Ormuz permanece no radar dos investidores
Os riscos à navegação no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho também seguem influenciando o mercado de petróleo. Os investidores acompanham a possibilidade de ataques a embarcações na região e de ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita.
O Irã afirmou que três petroleiros explodiram e pegaram fogo nas 24 horas anteriores à declaração. Segundo a versão apresentada pelo país, as embarcações atingiram minas navais ao tentar atravessar uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.
A região é estratégica para o transporte mundial de petróleo. Por isso, eventuais interrupções na navegação podem afetar a oferta da commodity e provocar novas oscilações nos preços internacionais.
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