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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou suas alegações finais e solicitou à Justiça a condenação do influenciador fitness e empresário Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, a pena aplicada ao influenciador pode variar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado.
A manifestação, elaborada pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), é a etapa final da acusação antes da sentença proferida pelo Poder Judiciário. Cariani responde ao processo em liberdade.
O influenciador é réu desde fevereiro de 2024, após investigações da Polícia Federal apontarem seu envolvimento em um esquema de desvio de insumos químicos para o abastecimento do narcotráfico, voltado à produção em larga escala de crack e cocaína.
Esquema envolvia notas falsas e simulação de vendas
De acordo com a denúncia do Gaeco, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema (SP) e da qual Cariani é sócio, teria simulado por 59 vezes a venda de produtos químicos para empresas farmacêuticas que jamais solicitaram os insumos. Entre as fraudes identificadas, constam notas fiscais emitidas em nome da farmacêutica AstraZeneca sem o conhecimento da companhia.
Além de Cariani, o MP-SP pediu a condenação de outros dois investigados:
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Fábio Spindola Mota: Apontado como o intermediador no fornecimento de substâncias e elo entre a empresa e compradores do narcotráfico.
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Rodrigo Gomes Pereira: Acusado de atuar na movimentação de recursos ilícitos e operações de maquiagem financeira para dar aparência legal aos valores.
Por outro lado, os promotores pediram a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, também citadas na apuração inicial.
Mensagens indicam proximidade com policial civil
Relatórios do Gaeco apontam que dados extraídos do celular do influenciador revelaram uma relação próxima com um policial civil responsável pela fiscalização de produtos químicos. O material indica que Cariani recebia informações sobre operações policiais e até sugeria concorrentes como alvos de fiscalização.
Em uma das mensagens citadas no processo, datada de abril de 2019, o influenciador foi consultado sobre o controle de determinada substância e respondeu que o produto era “utilizado para aumentar o rendimento da cocaína”, o que, segundo os promotores, comprova o pleno conhecimento do destino ilícito dos materiais.
O que diz a defesa de Renato Cariani
Em nota oficial, a defesa de Renato Cariani afirmou receber o pedido do Ministério Público com “naturalidade”, ressaltando que a manifestação da acusação já era esperada.
Os advogados do influenciador informaram que apresentarão as alegações finais defensivas demonstrando a improcedência das teses formuladas pelo Gaeco, confiando na absolvição total do empresário ao final do julgamento.
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