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Durante o anúncio do plano de socorro do governo para empresas afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Brasil está sendo penalizado por sua postura democrática.
“Estamos em uma situação inusitada, o Brasil está sendo sancionado por ser um país mais democrático do que o seu agressor. É uma situação inédita e muito incomum: um país não persegue adversários, não persegue imprensa, não persegue escritórios de advocacia, não persegue universidades, não persegue imigrantes, estar sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político e econômico”, declarou Haddad durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília.
O ministro destacou ainda: “Vamos enfrentar, como já enfrentamos várias situações difíceis nesse país, e vamos superar mais essa dificuldade que é imposta de fora para dentro e, infelizmente, com apoio de setores radicalizados da sociedade brasileira.”
O pacote, apelidado de Brasil Soberano, prevê uma série de instrumentos para auxiliar os exportadores afetados, incluindo linhas de crédito subsidiado e compras governamentais, que poderão ser aplicados conforme as diretrizes da medida provisória enviada ao Congresso Nacional.
Segundo Haddad, as últimas semanas foram utilizadas para dimensionar o problema enfrentado, garantindo que o pacote atendesse imediatamente os setores afetados.
“Procuramos fazer uma combinação. O setor exportador é o mais beneficiado pela Reforma Tributária. Ela entra em vigor no plano federal em 2027. Muitas das medidas anunciadas aqui terão fôlego até 2027, porque a reforma tributária, ao entrar em vigor, já vai destravar muitas exportações que se tornam, pelo sistema tributário caótico, impossíveis de serem realizadas”, explicou.
A fala do ministro é uma reação a um relatório divulgado pelo governo Trump, que aponta deterioração dos direitos humanos no Brasil e faz críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao governo Lula. O documento também tem sido utilizado para favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Haddad reforçou que o governo está aberto a incluir setores que eventualmente não tenham sido contemplados pelo plano. A MP Brasil Soberano prevê medidas imediatas para mitigar os prejuízos às pequenas empresas, com aprovação do Congresso necessária em até 120 dias.