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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Ministério da Saúde enviou, na sexta-feira (19), uma carta aos ministros da Saúde dos países-membros da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), informando que o ministro Alexandre de Padilha não poderá participar pessoalmente da conferência internacional promovida pela entidade, prevista para este mês em Washington (EUA).
Segundo a pasta, o governo norte-americano liberou o visto de Padilha, mas impôs restrições severas à sua circulação, permitindo que o ministro se deslocasse apenas dentro de um perímetro de cinco quarteirões em Nova York, onde será realizada a conferência da ONU, e impedindo a viagem de Nova York para Washington.
Diante dessas limitações, o Ministério da Saúde afirmou na carta que Padilha decidiu não participar dos eventos para os quais havia sido convidado e permanecerá no Brasil para se concentrar na votação no Congresso da Medida Provisória do Programa Agora Tem Especialistas, “prioridade de seu governo”.
“Nossa resposta a essa ofensa é: o governo brasileiro não renunciará à sua soberania sob nenhum pretexto”, diz a carta. “O povo brasileiro já ratificou, com suas escolhas recentes, seu apreço pela democracia, pelas vacinas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo programa Mais Médicos, o que está sendo usado como justificativa para as restrições.”
A pasta classificou as restrições como “arbitrárias e autoritárias”, afirmando que elas violam o direito internacional e “minam a cooperação harmoniosa entre países soberanos”. Segundo o ministério, não se trata de retaliação pessoal contra Padilha, mas de “um ataque ao que o Brasil representa na luta contra o negacionismo”.
O Brasil ressaltou que está trabalhando na criação de uma rede de produção de vacinas inédita na América Latina, envolvendo Argentina e México, e informou que acionou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, para relatar o caso e solicitar intervenção.
Na sexta-feira (19), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as restrições impostas pelos EUA como “absurdas” e “injustas”. O caso também se insere em um contexto recente de retaliações indiretas do governo americano contra brasileiros ligados ao programa Mais Médicos, incluindo a suspensão da permissão de entrada nos EUA para a esposa e filha de Padilha, devido à expiração do visto do ministro.




































































