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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, decidiu que o julgamento do recurso sobre o formato do depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre suposta interferência política na Polícia Federal ocorrerá na próxima quinta-feira (8).
Fux tomou a decisão após acatar um pedido do relator do caso, ministro Celso de Mello, que se aposenta na terça-feira da próxima semana, dia 13 de outubro. O decano (ministro mais antigo) quer participar do julgamento antes de deixar a Corte.
Segundo os ministros em um julgamento físico, com debates, existe a possibilidade de Celso de Mello optar por manter a decisão que obrigaria Bolsonaro a prestar depoimento presencial.
A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou na semana passada um recurso solicitando que o presidente seja autorizado a enviar posicionamento por escrito. Mello já negou essa possibilidade, em decisão monocrática, e destacou que essa prerrogativa não vale para autoridades que, como Bolsonaro, sejam ouvidas como investigadas nos inquéritos.
Na semana passada, o decano tirou o pedido da AGU do plenário virtual, que estava previsto para ser julgado na última sexta (2), e abriu prazo para que a defesa do ex-ministro Sergio Moro apresentasse manifestação sobre o recurso do governo.
Nesta segunda, a defesa de Moro apresentaram argumentos e o tema foi liberado por Celso de Mello para ir a julgamento. O relator também autorizou que a Polícia Federal prorrogue as investigações por mais 30 dias.