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Em um gesto de apoio público a seu colega do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes defendeu Alexandre de Moraes e criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos. Em meio a um cenário de atrito diplomático, Gilmar fez uma provocação direta ao presidente americano Donald Trump, sugerindo que o Brasil poderia, de forma similar, exigir a revelação dos nomes do chamado “Epstein Files”.
A declaração foi feita durante o Fórum Empresarial Lide, onde Gilmar Mendes classificou as tentativas de pressão dos EUA sobre a Justiça brasileira como “impróprias”. As sanções americanas foram aplicadas com base na Lei Magnitsky, após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado. Por causa das medidas, Moraes teve a entrada nos EUA proibida e enfrenta restrições financeiras.
“Se hoje estamos em um ambiente democrático, devemos muito ao ministro Alexandre. Apoio de maneira inquestionável, e sei que a história vai lhe fazer justiça”, afirmou Gilmar Mendes.
O ministro do STF criticou o uso do Judiciário como moeda de troca em disputas comerciais, alegando que tal prática compromete a soberania nacional. Ele comparou a situação a uma exigência hipotética do Brasil para que os EUA revelassem os nomes do “Epstein Files”, uma lista de clientes de Jeffrey Epstein. Nos EUA, opositores de Donald Trump especulam que o nome do presidente americano estaria na lista.
“Negociações comerciais podem se fazer a toda hora. Mas tentar incluir o papel institucional do país e a independência do Judiciário não faz sentido algum”, declarou Gilmar, reforçando a postura do STF diante das pressões internacionais.