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O governo de Bangladesh pediu nesta segunda-feira (17) à Índia a extradição da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, exilada em território indiano desde sua deposição em 2024. O pedido também inclui o ex-ministro do Interior Asaduzzaman Khan Kamal, que recebeu a mesma pena de morte. A solicitação é baseada no tratado de extradição vigente entre os dois países.
Sheikh Hasina foi condenada à pena capital pelo papel na repressão aos protestos estudantis que derrubaram seu governo. Segundo a Justiça de Bangladesh, ela é culpada de crimes contra a humanidade, após um processo que durou meses.
Antes da decisão, Hasina contestou as acusações e questionou a imparcialidade do julgamento, afirmando que a condenação era “uma conclusão inevitável”. A ex-premiê enfrentou cinco acusações, envolvendo principalmente:
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Incitação à morte de manifestantes;
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Ordens para enforcamento;
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Autorização do uso de armamentos letais, drones e helicópteros na repressão aos protestos.
Estima-se que cerca de 1.400 pessoas morreram durante os atos que culminaram na queda de seu governo, que durou de 2009 a 2024.
Em resposta, a Índia divulgou comunicado afirmando que “tomou nota da decisão anunciada pelo International Crimes Tribunal of Bangladesh referente à ex-primeira-ministra Sheikh Hasina”, sem informar se atenderá ao pedido de extradição.
O país vizinho ressaltou ainda que “permanece comprometido com os melhores interesses do povo de Bangladesh, incluindo paz, democracia, inclusão e estabilidade naquele país. Sempre nos engajaremos construtivamente com todas as partes interessadas para esse fim”.