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A prisão de Príncipe Andrew, nesta quinta-feira (19), no Reino Unido, sob suspeita de má conduta em cargo público ligada aos chamados “papéis de Epstein”, recolocou no centro do debate o nome de Virginia Giuffre — a mulher que se tornou uma das principais denunciantes do escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein.
Quem foi Virginia Giuffre
Virginia Louise Giuffre (1983–2025) ganhou notoriedade internacional ao afirmar que foi recrutada ainda adolescente e traficada para servir sexualmente a homens poderosos dentro da rede comandada por Epstein, com a colaboração de Ghislaine Maxwell.
Em agosto de 2021, ela entrou com uma ação civil nos Estados Unidos alegando que o então príncipe Andrew teria abusado sexualmente dela quando tinha 17 anos, período em que, segundo afirmou, estava sob influência e controle da rede de exploração. O irmão do rei Charles III sempre negou as acusações e chegou a declarar que não conhecia Giuffre.
Em 2022, no entanto, foi firmado um acordo extrajudicial entre as partes, com o pagamento de uma compensação financeira. O entendimento impediu que o caso fosse levado a julgamento, o que manteve questionamentos públicos sobre eventuais responsabilidades além da esfera civil.
Ao longo dos anos, Giuffre deu depoimentos detalhados sobre como teria sido explorada e levada a diferentes países para encontros com figuras influentes. Sua denúncia contra Andrew foi uma das que tiveram maior repercussão global.
Além da batalha judicial, Virginia fundou organizações de apoio a vítimas de abuso e tráfico sexual, tornando-se uma ativista de destaque em movimentos internacionais contra a exploração. Em outubro de 2025, foi publicada postumamente sua autobiografia, Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice, na qual relatou sua trajetória e as acusações envolvendo integrantes do círculo de Epstein.
Em 25 de abril de 2025, a família anunciou que Giuffre morreu aos 41 anos em sua fazenda, na Austrália Ocidental. Segundo as autoridades locais, a causa foi suicídio e, nos primeiros relatórios, não havia indícios de circunstâncias suspeitas.
A versão oficial, porém, foi contestada por familiares. O pai de Virginia declarou publicamente que não acreditava que a filha tivesse tirado a própria vida, embora não tenha apresentado provas conclusivas. Também circulou amplamente nas redes sociais uma antiga publicação da própria Giuffre afirmando que “de nenhuma forma era suicida” e que, se algo lhe acontecesse, deveria ser considerado suspeito.
Apesar das especulações, até o momento não foi divulgado laudo forense que contradiga oficialmente a conclusão de suicídio, e as autoridades australianas sustentam que não há indícios de crime.
Com a nova detenção do príncipe Andrew relacionada a documentos do caso Epstein, o nome de Virginia Giuffre volta a ganhar destaque. Sua trajetória permanece associada à tentativa de responsabilizar figuras influentes por acusações de abuso e exploração sexual, marcando um dos capítulos mais controversos das últimas décadas.