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Um vídeo que circula nas redes sociais transformou uma simples corrida de aplicativo em um debate sobre comportamento e limites sociais. Nas imagens, um motorista se recusa a realizar uma viagem após a passageira, identificada apenas como Daisy, afirmar que se identifica como um animal — especificamente um cão da raça galgo espanhol.
O registro, feito pelo próprio condutor, mostra o momento em que ele tenta confirmar a identidade da cliente. “Para a Daisy?”, pergunta ele, sendo respondido apenas com latidos. Visivelmente confuso, o motorista questiona se ela está passando bem, ao que a mulher, que usava maquiagem artística, coleira e guia, reage de forma defensiva.
Após insistentes tentativas de comunicação por parte do motorista, a mulher abandonou momentaneamente os latidos para explicar sua condição.
“Você não está vendo que eu sou um cachorro? Eu sou uma therian”, disparou ela. “Por que em todo lugar que eu vou eu tenho que explicar? Sou uma pessoa que se identifica como um cachorro. Não me faça perder a paciência, senão eu te mordo”, ameaçou a passageira.
Daisy explicou que estava a caminho de um encontro com sua “alcateia” — um grupo de amigos que compartilha da mesma identidade. No entanto, o motorista manteve a recusa, utilizando um argumento inusitado: afirmou que o serviço solicitado era para uma pessoa e que ele “não transportava animais” naquela categoria de viagem.
O termo therian refere-se a indivíduos que sentem uma conexão profunda, espiritual ou psicológica com animais, identificando-se como tais, embora reconheçam sua forma humana. O movimento tem ganhado força em plataformas como o TikTok, mas ainda enfrenta grande resistência e incompreensão do público geral.
O vídeo gerou milhares de comentários e dividiu a internet. Enquanto alguns usuários acreditam que a cena seja um sketch (encenação) planejado para gerar visualizações, outros debatem a postura do motorista:
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“Se ela quer ser tratada como bicho, deveria ter pedido a categoria ‘Pet’, que é mais cara”, comentou um internauta.
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“A sociedade está em um nível de decomposição assustador”, criticou outro perfil.
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“Diz que é piada, por favor. Não é possível que isso esteja sendo normalizado”, escreveu um terceiro.