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O candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais do Peru, Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru), afirmou nesta terça-feira (23) que há uma “fraude em desenvolvimento” no processo eleitoral e que seu partido não reconhecerá o governo de Keiko Fujimori (Força Popular) caso o Jurado Nacional de Eleições (JNE) não atenda ao pedido de anulação de votos apresentado por sua organização.
Em conferência de imprensa, Sánchez insistiu em questionar mudanças nos procedimentos para as eleições no exterior. A queixa central é a eliminação da obrigatoriedade de escaneamento e digitalização das atas do voto no exterior para o segundo turno – uma exigência que vigorou no primeiro turno. A mudança, segundo Sánchez, quebrou a cadeia de custódia e abreu espaço para uma suposta manipulação dos votos do exterior em favor de Fujimori.
No entanto, o candidato derrotado não apresentou nenhuma prova que comprove suas alegações, limitando-se a suposições. “Ninguém pode mudar as regras do jogo quando começou uma partida de futebol. Isso é a causa desta grave afetação”, afirmou.
“Se o Jurado Nacional de Eleições não resolver em atenção à segurança jurídica e à normativa eleitoral, essa fraude terá se consumado. Nessas condições de transgressão das normas, nós não reconheceremos o governo da senhora Fujimori”, declarou.
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Protestos convocados para sábado
Sánchez também anunciou mobilizações para este sábado (27), como medida de resistência ao que chama de “fraude em desenvolvimento”. “Apelaremos à luta de resistência patriótica, popular, democrática, com base na normativa, com base em nossos direitos constitucionais”, afirmou, convocando “forças democráticas” e as regiões do país para uma “jornada nacional de luta democrática”.
Reação do governo e de Fujimori
O chanceler Carlos Pareja rejeitou “categoricamente” a denúncia constitucional apresentada por Juntos pelo Peru contra ele, que pede seu julgamento político e antejuízo por supostas irregularidades no traslado de atas eleitorais do exterior durante o segundo turno. O ministro afirmou que a Chancelaria cumpriu apenas funções logísticas e consulares, sem intervir na apuração dos votos ou na resolução de impugnações.
Keiko Fujimori classificou o recurso de seu adversário como “um ato desesperado” e afirmou que os advogados de Sánchez não apresentaram nenhuma prova quando solicitados a fazê-lo.
Apuração e vantagem de Fujimori
Com 99,85% das urnas apuradas na manhã desta quarta-feira (24), Fujimori soma 9.206.241 votos (50,11%), contra 9.162.855 de Sánchez (49,88%) – uma diferença de 43.386 votos. A vantagem é superior ao número de votos restantes, o que torna a vitória da direitista irreversível.




















































