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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira (10) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode aceitar a discussão no Congresso sobre anistia ou redução de penas para alguns dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. No entanto, ela rejeitou a possibilidade de um perdão generalizado, principalmente para os considerados líderes da tentativa de golpe.
A declaração foi feita no mesmo dia em que a oposição anunciou ter conseguido reunir as 257 assinaturas necessárias para apresentar o requerimento de urgência ao projeto de lei que prevê a anistia aos condenados. A proposta ainda precisa ser pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser levada à votação em plenário.
“De fato, falar sobre anistia ou mediação ou redução de pena em relação a algumas pessoas do 8 de janeiro, eu acho que é plenamente defensável do ponto de vista de muitos parlamentares que estão ali. Talvez a gente até tenha que fazer essa discussão mesmo no Congresso. Agora, o que não pode acontecer é uma anistia a aqueles que conduziram o processo do golpe no país”, afirmou Gleisi.
A ministra também demonstrou preocupação com a possibilidade de o projeto avançar com rapidez. Segundo ela, uma votação em regime de urgência poderia agravar a tensão entre os Poderes. “Confio muito na palavra do presidente Hugo Motta, de que esse projeto não irá a voto. Até porque, se for, cria uma crise institucional como ele mesmo disse”, disse.
Gleisi foi ainda mais dura ao criticar a defesa do projeto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que vem pedindo anistia ampla para os envolvidos. “Ao exigir ‘anistia ampla, geral e irrestrita’, o réu Jair Bolsonaro deixou cair a máscara. É para deixá-lo impune, junto com os comandantes do golpe, que se prestam o projeto da anistia e seu substitutivo”, disparou.
“É o que está escrito no texto e ele não consegue mais esconder. Nunca foi para o pipoqueiro, o sorveteiro nem a moça do batom. É para afrontar o Judiciário que Bolsonaro quer anistia prévia, antes de ser julgado. E quer que os deputados se prestem a esse papel, jogando o país numa crise institucional”, concluiu.





















































