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A sálvia é uma erva comum na cozinha, cuja popularidade cresceu no campo da saúde natural graças aos seus inúmeros benefícios, incluindo o controle do açúcar no sangue, a melhora da memória e o alívio dos sintomas da menopausa. De acordo com informações da Hello, a utilização desta planta é respaldada por estudos recentes e por especialistas, embora exija certas precauções.
A Salvia officinalis, utilizada há séculos na medicina tradicional, possui propriedades confirmadas pela ciência atual. Destaca-se sua capacidade de regular os níveis de glicose, melhorar a função cognitiva e aliviar desconfortos associados à menopausa. Pilar Pérez, farmacêutica e diretora geral da Albalab Bio, afirmou à Hello: “A sálvia atua sobre certas enzimas hepáticas envolvidas no metabolismo da glicose, ajudando a equilibrar os níveis de açúcar no organismo”. Este efeito é especialmente relevante para aqueles que buscam alternativas naturais no manejo do diabetes ou na prevenção de picos glicêmicos.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na revista Complementary Therapies in Medicine indicou que o consumo de extrato de Salvia officinalis em pacientes com diabetes tipo 2 melhorou o controle glicêmico e o perfil lipídico (redução de glicose em jejum e melhora do colesterol C-reativo, LDL e HDL) comparado com o ponto de partida ou placebo, o que sugere um efeito positivo da sálvia na regulação da glicose e lipidios. O consumo de sálvia, tanto em infusão como em suplementos, favorece a absorção de glicose pelas células e reduz sua concentração no sangue. Os estudos citados pela Hello indicam que esses benefícios são aumentados quando combinados com hábitos saudáveis como atividade física e uma dieta equilibrada.
A ação da sálvia no metabolismo torna esta erva uma opção complementar para aqueles que desejam incluir remédios naturais em seu tratamento médico, sempre sob supervisão profissional. No campo cognitivo, a sálvia destaca-se por seu efeito positivo na memória e concentração. Conforme explicou Pérez à Hello: “Existem certos compostos na sálvia que parecem influenciar neurotransmissores relacionados à memória, como a acetilcolina”. Os antioxidantes presentes na planta, como o ácido rosmarínico, ajudam a reduzir o estresse oxidativo no cérebro, o que pode diminuir o risco de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
A sálvia também se consolidou como recurso natural para mulheres na menopausa. Por seus efeitos fitoestrogênicos, contribui para a redução de sintomas como os calores. Um meta-análise de 2023 sobre estudos clínicos em mulheres pós-menopáusicas demonstrou que o uso de Salvia officinalis reduziu significativamente a frequência dos calores em comparação com placebo, embora a evidência sobre a intensidade ainda seja variável. Alguns de seus compostos exercem um efeito calmante que ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade, conforme destacou Pérez na Hello. Além disso, a infusão de sálvia pode favorecer a digestão e aliviar o inchaço; enquanto que, na cosmética, é utilizada para regular o excesso de oleosidade na pele e fortalecer os cabelos.
A forma mais comum de incorporar a sálvia à rotina diária é em infusão: basta ferver uma xícara de água, adicionar folhas secas, deixar em infusão por cinco minutos e coar antes de beber. Nesse caso, recomenda-se não exceder duas ou três xícaras por dia e restringir o consumo a períodos curtos, para evitar efeitos adversos. A Hello sugere combinar sálvia com outras ervas, como camomila ou menta, para potencializar seus efeitos digestivos e melhorar o sabor. Apesar de suas vantagens, a sálvia não é adequada para todos. Pessoas com epilepsia devem evitar seu consumo, já que alguns de seus componentes podem se tornar neurotóxicos em doses elevadas. Além disso, quem sofre de hipertensão deve consultar um profissional antes de ingerir sálvia, pois pode influenciar a pressão arterial.