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A osteoporose avança silenciosamente e muitas vezes só dá sinais quando ocorre uma fratura, mas o que poucos sabem é que certos hábitos do dia a dia podem enfraquecer seus ossos sem que você perceba. Segundo especialistas da Harvard Health Publishing, comportamentos diários aparentemente inofensivos — da alimentação ao nível de atividade física — influenciam diretamente na perda de densidade óssea, transformando decisões rotineiras em fatores de risco subestimados pela maioria das pessoas. Esse desgaste, que pode afetar tanto mulheres quanto homens, agrava-se com a idade, complicando tanto a prevenção quanto o diagnóstico precoce, já que a perda de densidade óssea geralmente ocorre sem sintomas evidentes por anos.
O cálcio é o mineral chave para a força dos ossos. A ingestão diária recomendada é de 1.000 miligramas para adultos e 1.200 miligramas para mulheres acima de 50 anos e homens a partir de 70 anos. A Harvard Health Publishing destaca que a deficiência de cálcio é um dos fatores mais frequentes para o surgimento da osteoporose. O consumo excessivo de cafeína ou bebidas gaseificadas pode interferir na absorção deste mineral. A doutora Joy Tsai, diretora médica da Clínica de Endocrinologia e Osteoporose do Hospital Geral de Massachusetts, alertou que a proteína, essencial para a regeneração tanto muscular quanto óssea, também costuma faltar em dietas mal equilibradas. Nesse sentido, as melhores fontes de proteína são carnes, aves, peixes e leguminosas.
O consumo de álcool acima de três bebidas diárias limita a formação de novos ossos e aumenta o risco de fraturas. O sedentarismo também exerce um papel negativo: a falta de exercício reduz a estimulação do tecido ósseo, enquanto atividades como caminhar, dançar, fazer trilhas ou subir escadas podem melhorar a densidade óssea. O tabagismo aumenta a probabilidade de fraturas, pois afeta o metabolismo ósseo e a capacidade de regeneração. Dietas extremamente restritivas ou o hábito de pular refeições privam o corpo de nutrientes essenciais, enfraquecendo os ossos com o tempo.
A osteoporose afeta 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos, enquanto outros 44 milhões têm osteopenia, uma condição caracterizada por baixa densidade óssea que eleva a probabilidade de sofrer fraturas. Segundo dados da Harvard Health Publishing, metade das mulheres e até 25% dos homens terão ao menos uma fratura vinculada à osteoporose em algum momento de suas vidas. Após a menopausa, as mulheres experimentam uma diminuição acelerada da densidade óssea, mas a menor conscientização entre os homens pode provocar atrasos no diagnóstico e na prevenção.
A osteoporose costuma ser diagnosticada após uma fratura, pois não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais. Fraturas devido a quedas menores ou golpes leves, como quebrar o pulso ao passear com um cachorro, podem ser o primeiro sinal de alerta. Outro sinal de advertência é a redução de cinco a sete centímetros na estatura, sugerindo possível perda de massa óssea na coluna. A densitometria óssea, um exame de imagem que mede a densidade mineral dos ossos, é geralmente recomendada a partir dos 65 anos para mulheres e aos 50 para pessoas com fatores de risco adicionais.
Consultas médicas são fundamentais diante de qualquer dúvida sobre a saúde óssea. A avaliação médica permite identificar fatores de risco e determinar a necessidade de realizar exames ou iniciar suplementos de cálcio ou vitamina D, essenciais para a absorção e o metabolismo do cálcio. Também é crucial revisar periodicamente a lista de medicamentos, pois alguns podem afetar a estrutura óssea ou aumentar o risco de quedas por causar atordoamento ou tonturas.
Verificações regulares a partir dos 50 ou 65 anos oferecem a oportunidade de detectar precocemente a osteoporose e adotar medidas preventivas. A prevenção da osteoporose baseia-se em uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e proteínas; prática regular de atividade física; moderação no consumo de álcool; evitar o tabagismo e não adotar dietas restritivas sem supervisão médica. Consultar o médico para monitorar a saúde óssea e revisar a medicação contribui para reduzir significativamente o risco de fraturas e complicações associadas.