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O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (14) em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,4175, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,24%, aos 136.356 pontos.
O movimento dos mercados refletiu a reação dos investidores ao pacote de ajuda do governo brasileiro para enfrentar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, conhecido como tarifaço, e aos dados econômicos divulgados nos EUA.
A medida provisória do programa “Brasil Soberano”, assinada pelo governo, prevê uma linha de crédito de R$ 30 bilhões e o adiamento de impostos para empresas mais afetadas pelo tarifaço. Especialistas, entretanto, alertam para possíveis impactos negativos nas contas públicas.
No âmbito internacional, a tensão comercial permanece alta. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o Brasil como “um dos piores parceiros comerciais do mundo” em entrevista coletiva, criticando as tarifas brasileiras sobre produtos americanos. Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que a Casa Branca vai revogar vistos e impor restrições a autoridades brasileiras envolvidas com o programa Mais Médicos, considerando-as “cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”.
Os investidores também acompanharam os dados econômicos norte-americanos. O Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede a inflação ao produtor, subiu 0,9% em julho em relação a junho e 3,3% na comparação anual, ambos acima das expectativas do mercado, que projetava 0,2% e 2,5%, respectivamente.
A combinação de medidas de socorro domésticas, tensão nas relações comerciais com os EUA e inflação ao produtor mais alta que o esperado contribuiu para o comportamento misto dos ativos brasileiros nesta quinta-feira.