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Na decisão do Juiz Vallisney de Souza Oliveira, divulgado nesta quarta-feira (24), descreveu como as autoridades chegaram aos quatro supostos hackers que invadiram os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato.
“O Telegram permite que o usuário solicite o código de acesso via ligação telefônica com posterior envio de chamada de voz contendo o código para ativação do serviço Web, cuja mensagem fica gravada na caixa postal das vítimas. O invasor então realiza diversas ligações para o número alvo, a fim de que a linha fique ocupada, e a ligação contendo o código de ativação do serviço Telegram Web é direcionada para a caixa postal da vítima.”, disse o despacho.
“A autoridade policial então adotou a linha investigada de verificar as rotas e interconexões das ligações efetuadas para o telefone que era utilizado pelo Sr. Ministro da Justiça e Segurança Pública, notadamente das ligações que foram originadas do próprio número telefônico da vítima. A edição de números telefônicos pode ser realizada através de serviços de voz sobre IP (VOIP) ou por aplicativos que permitem a modificação do número chamador.”, explicou.
Por fim, o juiz disse como os hackers fizeram para se passar por Moro. “Assim identificou-se a rota de interconexão com a operadora Datora Telecomunicações Ltda que transportou as chamadas destinadas ao número do Sr. Ministro Sérgio Moro, após ter recebido as chamadas através da rota de interconexão baseada em tecnologia VOIP – que permite a realização de ligações via computadores, telefones convencionais ou celulares de qualquer lugar do mundo (serviço prestado pela microempresa BRVOZ). O cliente/usuário da BRVOZ utilizando a função ‘identificador de chamadas’ pode realizar ligações telefônicas simulando o número de qualquer terminal telefônico como origem das chamadas”.
Após a análise desse sistema e logs da BRVOZ, as autoridades policiais conseguiram identificar todas as ligações efetuadas para o telefone de Sergio Moro. Com base nos registros fornecidos pelos provedores de internet, identificaram os moradores dos endereços onde estariam localizados os IPs de onde partiram os ataques.