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Um novo estudo da Universidade de Harvard, publicado no periódico JAMA Network Open, analisou os hábitos de soneca de 1.400 adultos com 56 anos ou mais, acompanhados por até duas décadas. A pesquisa identificou que tanto a frequência quanto o horário dos cochilos diurnos podem estar associados a um maior risco de morte precoce. Os cientistas analisaram dados de pessoas que tiravam sonecas regularmente entre 9h e 19h.
Os pesquisadores descobriram que, na média, cada hora adicional de cochilo por dia aumentava o risco de morte em 13% , enquanto cada soneca extra por dia elevava o risco em 7%. O horário do descanso também se mostrou relevante. Comparados àqueles que dormiam à tarde, os participantes que tiravam cochilos pela manhã – período em que as pessoas geralmente estão mais alertas – tinham um risco 30% maior de morte.
Cochilos são um “sinal de alerta”, não uma causa direta
Os cientistas esclarecem que as sonecas por si só não provocam a morte. Em vez disso, elas podem ser um sinal de alerta para alguma condição de saúde subjacente que está perturbando o sono noturno e aumentando o risco de mortalidade.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que o sono fragmentado eleva a inflamação e o ganho de peso, podendo desencadear doenças crônicas. Cochilos diurnos frequentes também já foram associados a problemas cardíacos (que aumentam o risco de infarto ou derrame) e a distúrbios neurodegenerativos.
O que diz o estudo
No artigo, os pesquisadores escreveram:
“Nosso estudo trouxe novos insights de que cochilos no início do dia (quando indivíduos saudáveis normalmente estão alertas) podem refletir problemas de saúde mais profundos. A interrupção do sono […] pode levar ao aumento da pressão arterial e à ativação do sistema nervoso. Essas mudanças […] podem criar um estado pró-inflamatório e de risco cardíaco elevado que aumenta a probabilidade de eventos fatais.”
Os autores acrescentaram:
“O cochilo diurno pode não ser apenas uma resposta compensatória à interrupção do sono noturno, mas também um marcador independente do risco de mortalidade.”
Dados da pesquisa
A pesquisa foi realizada no norte de Illinois. Durante nove dias, os participantes usaram monitores de rastreamento que mediram o número, a duração e o horário de suas sonecas diurnas. Eles foram então acompanhados por cerca de uma década. Ao longo de todo o período de estudo (até duas décadas), 926 participantes – aproximadamente dois terços do total – morreram.
Outros dados do estudo:
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76% dos participantes eram mulheres.
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93% eram descendentes de nativos havaianos ou de outras ilhas do Pacífico.
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15% precisavam de ajuda para atividades básicas.
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74% tomavam medicamentos para hipertensão.
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Cerca de 20% a 60% dos adultos mais velhos costumam cochilar durante o dia, segundo estimativas.
O artigo não especificou as causas de morte dos participantes. O estudo é observacional, o que significa que não pode provar definitivamente que o hábito de tirar sonecas eleva o risco de morte – apenas que há uma associação.























































