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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) admitiu que retirou um radar que limitava a velocidade no trecho da BR-116, em Teófilo Otoni, onde ocorreu um trágico acidente no sábado (21), que resultou na morte de ao menos 39 pessoas. O radar estava localizado no KM 285, ponto onde a colisão entre um ônibus e uma carreta aconteceu, no Vale do Mucuri.
Em comunicado oficial, o Dnit esclareceu que o equipamento foi retirado devido ao término de contrato e que um novo processo licitatório para a substituição dos radares está em andamento. No entanto, a data para a instalação dos novos dispositivos ainda não foi divulgada.
O acidente, que é considerado um dos mais graves em rodovias federais nos últimos anos, segue sob investigação. Testemunhas disseram que a colisão ocorreu após um pneu do ônibus estourar, fazendo com que o motorista perdesse o controle e colidisse com a carreta. No entanto, outra versão aponta que um bloco de granito teria caído da carreta, atingindo o ônibus. A Polícia Civil conduzirá a perícia para esclarecer as causas do acidente.
Este trágico evento não é isolado. Nos últimos dias, ao menos três acidentes fatais ocorreram em trechos onde radares foram retirados, e o DNIT confirmou que novos radares serão instalados nos mesmos locais em 2025.
O acidente em Teófilo Otoni é o maior registrado em rodovias federais desde 2007, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).