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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou o primeiro caso da mosca-da-bicheira (New World screwworm) no estado do Novo México, elevando para cinco o total de infestações no país. O parasita, que se aloja em ferimentos abertos e devora a carne viva de animais e seres humanos, foi detectado em um cão na região de Lea County, na fronteira leste do estado com o Texas.
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Nas últimas semanas, quatro casos já haviam sido registrados no Texas, incluindo três bezerros. A reemergência da praga nos EUA ocorre após um ano de alerta: em 2025, o México detectou infestações em estados do sul (Chiapas, Oaxaca e Veracruz), justamente ao longo da rota usada por milhões de migrantes para cruzar a fronteira de forma ilegal.
Como age o parasita
A mosca-da-bicheira deposita centenas de larvas em feridas abertas de animais ou pessoas. Em poucas horas, as larvas eclodem e começam a consumir o tecido vivo. A infestação provoca feridas profundas, dolorosas e com infecção severa. Sem tratamento, pode levar à morte.
Conforme reltado pela imprensa norte-americana, até o momento, todos os casos detectados em solo americano envolveram animais, mas a ameaça para humanos é real. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já registrou mais de 2.100 casos humanos de infestação pela bicheira em 2026, concentrados no México e na América Central.
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Sintomas e prevenção
O CDC recomenda, em áreas com presença da mosca, manter todos os ferimentos limpos e cobertos (mesmo pequenos cortes). Outras medidas de proteção incluem:
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Usar roupas de manga comprida, calças, chapéus e meias.
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Aplicar repelente registrado na EPA.
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Dormir dentro de casa ou em locais telados.
Sintomas de infestação em humanos incluem feridas dolorosas que não cicatrizam, odor fétido, sangramento, além da visão ou sensação de larvas se movendo no ferimento ou em orifícios (nariz, boca, olhos, ouvidos).
Estados em desastre e pedido a Trump
Três condados do Texas (Kinney, Jim Hogg e Uvalde) já decretaram situação de desastre local. Outros três (Webb, La Salle e Val Verde) aguardam aprovação. Líderes locais pedem ao presidente Donald Trump que declare emergência nacional, alegando necessidade de mais pessoal, recursos e financiamento para conter a praga.
O governador do Texas, Greg Abbott, afirmou:
“A proteção dos nossos fazendeiros, criadores de gado, criadores de veados e da economia do Texas contra essa praga é uma prioridade máxima. Já erradicamos essa praga antes e faremos novamente em estreita cooperação com nossos parceiros federais. Os texanos devem ficar alertas, verificar os animais diariamente em busca de feridas e relatar qualquer caso suspeito imediatamente.”
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Histórico e erradicação
A última detecção da bicheira no Texas ocorreu há 60 anos. A espécie foi considerada erradicada nos EUA em 1982, graças a um método engenhoso: a esterilização de moscas macho por meio de raios gama radioativos. Os machos estéreis eram soltos no ambiente e, ao acasalar com fêmeas, não geravam descendentes.
A praga já custou ao país cerca de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,1 bilhão, na cotação atual) em perdas de gado.
O futuro da ameaça
Pesquisadores temem que não haja como impedir a entrada da mosca pela fronteira sul. Com o aumento das temperaturas, estados do Golfo – Texas, Flórida e Luisiana – podem ver a proliferação do parasita em larga escala já em 2055, afetando tanto o gado quanto a população humana.





















































