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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22) que os EUA bombardearão a infraestrutura civil do Irã — como pontes e usinas elétricas — sempre que Teerã disparar contra embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo.
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“Cada vez que a República Islâmica do Irã disparar contra um barco no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU UMA USINA DE ENERGIA”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
A advertência ocorre em meio a uma escalada militar que já ultrapassa onze noites consecutivas de bombardeios americanos contra o Irã. O conflito começou em 28 de fevereiro e, nas últimas semanas, se tornou uma disputa direta pelo controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural comercializados globalmente.
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Os ataques iranianos contra o transporte marítimo na região foram o estopim para a mais recente rodada de hostilidades. Paralelamente, os rebeldes hutis do Iêmen, apoiados por Teerã, também ameaçam petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Essa pressão combinada elevou o preço do barril do tipo Brent para mais de US$ 94, tensionando o suprimento energético global e aumentando o custo do combustível nos EUA — um momento sensível para a administração Trump, que se aproxima das eleições de meio de mandato (midterms).
Diplomacia e retórica
No dia anterior, Trump já havia demonstrado pessimismo em relação a uma saída diplomática, afirmando que Washington não tem “nenhum interesse em se reunir” com autoridades de Teerã. Ele também sinalizou que as forças americanas poderiam atacar em breve uma zona iraniana próxima a um dos principais centros de enriquecimento de urânio do país.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a postura dura da Casa Branca durante um evento regional nas Filipinas, alertando para o precedente que a crise pode abrir:
“Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado-nação possa decidir que vai controlar uma via navegável internacional, cobrar um pedágio e, se não for pago, explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo”, declarou Rubio.
Cenário militar
Os EUA já restabeleceram um bloqueio aos portos iranianos, o que forçou petroleiros a alterar suas rotas navegáveis. O Irã, por sua vez, insiste que continuará com os ataques de retaliação. A Guarda Revolucionária reiterou que não cessará suas ofensivas, enquanto a mídia estatal iraniana reportou um novo ataque americano contra a ilha de Larak, situada no próprio Estreito de Ormuz.
Apesar da escalada, correm tentativas diplomáticas paralelas: o ministro do Interior iraniano visitou o Paquistão nos últimos dias na tentativa de construir uma via de mediação.



















































