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Vinícius Gritzbach

São Paulo

Seis pessoas são indiciadas por execução de delator do PCC no Aeroporto de São Paulo

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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre a execução de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, empresário e delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo em novembro de 2024. Seis pessoas foram indiciadas pelo crime, e a Justiça foi solicitada a converter a prisão temporária dos acusados em preventiva, sendo que três dos envolvidos ainda não foram localizados.

O relatório final da investigação, que contém 486 páginas, detalha os quatro meses de trabalho da polícia, incluindo o cruzamento de dados de celulares, imagens de câmeras de segurança e rastreamento de deslocamentos. O documento aponta que o crime foi arquitetado por vingança, após a morte de Anselmo Santa Fausta, traficante ligado ao PCC, e pela delação premiada de Gritzbach, que teria prejudicado membros da facção.

A polícia identificou que a execução de Gritzbach foi planejada e executada por membros da Polícia Militar, sendo indicados como autores do homicídio o cabo Denis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o tenente Fernando Genauro, todos presos temporariamente. O indiciamento foi por homicídio quintuplamente qualificado, devido a razões como o uso de armas de uso restrito, a execução em frente ao aeroporto, e o risco de matar ou ferir outras pessoas, como de fato aconteceu, com a morte de um motorista de aplicativo atingido por bala perdida.

Os outros três indiciados são Emílio Carlos Gongorra, o “Cigarreira”, e Diego Amaral, o “Didi”, apontados como mandantes do crime, e Kauê Amaral, identificado como olheiro do aeroporto. Eles permanecem foragidos. Além disso, os policiais militares também responderão por “associação criminosa” e a investigação de outros envolvidos no financiamento e omissão de agentes será conduzida em inquérito separado.

O caso Gritzbach também se conecta a outras investigações relacionadas à facção PCC, com a Justiça tornando réus 12 pessoas, incluindo oito policiais civis, por envolvimento em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, corrupção e outros crimes. O Ministério Público (MP) solicitou que os acusados paguem R$ 40 milhões pelos danos causados e pelo enriquecimento ilícito promovido através de atividades criminosas.

O parecer final do DHPP será encaminhado à Justiça, que decidirá sobre a manutenção das prisões preventivas dos envolvidos e dará andamento a outras investigações relacionadas ao crime.

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