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O governo dos Estados Unidos planeja anunciar nesta segunda-feira (22) novas iniciativas para investigar possíveis relações entre medicamentos e o autismo, incluindo estudos sobre como o paracetamol (acetaminofeno), ingrediente ativo do Tylenol, poderia estar ligado ao desenvolvimento do transtorno e como a leucovorina poderia atuar como tratamento, segundo quatro fontes com conhecimento do plano, que falaram sob condição de anonimato.
Funcionários federais de saúde pretendem alertar gestantes sobre o uso de paracetamol no início da gravidez, recomendando que só seja usado em casos de febre. Pesquisas anteriores, incluindo revisões de Mount Sinai e Harvard, sugerem um possível vínculo entre o medicamento e aumento do risco de autismo em crianças.
Além disso, a leucovorina, tradicionalmente usada para tratar deficiência de vitamina B9 e efeitos colaterais de outros medicamentos, será promovida como potencial tratamento para autismo. Ensaios clínicos iniciais, duplo-cego e controlados por placebo, demonstraram melhorias na capacidade de fala e compreensão social de crianças com autismo. Funcionários da FDA estão revisando a linguagem que será usada para apresentar o medicamento.
A iniciativa é uma das prioridades do presidente Donald Trump, que expressou preocupação com o aumento do autismo nos Estados Unidos e incumbiu sua equipe de buscar respostas. Entre os envolvidos estão o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., o comissário da FDA, Marty Makary, e o diretor do NIH, Jay Bhattacharya.
Durante um memorial de Charlie Kirk, no domingo (22), Trump antecipou o anúncio: “Amanhã vamos ter um dos anúncios mais importantes… medicamente, acho, na história do nosso país. Acho que vão achar incrível. Acredito que encontramos uma resposta para o autismo.”
O NIH também pretende lançar uma nova iniciativa de ciência de dados sobre autismo, financiando 13 equipes de pesquisa para investigar causas e tratamentos da condição, além de validar estudos prévios. Segundo Bhattacharya, a revisão mais ampla do NIH será detalhada e cuidadosa, sem pressa para coincidir com o anúncio do presidente.
O HHS, sob liderança de Kennedy, contratou David Geier, conhecido por defender teorias ligando vacinas ao autismo, para estudar a relação entre imunização e a condição, apesar de décadas de pesquisas científicas refutarem essa conexão.
O autismo, transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de comunicação e interação social, apresenta aumento expressivo nos EUA. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 1 em cada 31 crianças de 8 anos foi diagnosticada com autismo, comparado a 1 em cada 150 em 2000. Pesquisadores ainda debatem as causas desse crescimento, que envolve fatores genéticos e possivelmente ambientais.
Com informações do The Washington Post.