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Uma revisão científica publicada na revista JAMA Neurology mostra que seguir uma dieta saudável, baseada em vegetais e peixes e com menor consumo de carnes vermelhas e processadas, está associado à preservação da função cognitiva e à redução da deterioração mental em adultos.
O estudo, conduzido pelo professor adjunto de epidemiologia e nutrição da Harvard TH Chan School of Public Health, Kjetil Bjornevik, analisou dados de cerca de 159 mil profissionais de saúde nos Estados Unidos, provenientes do Estudo de Saúde de Enfermeiros (NHS e NHSII) e do Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde (HPFS).
Segundo os pesquisadores, a Dieta DASH (Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão) apresentou os efeitos mais consistentes na proteção cognitiva. A dieta incentiva o consumo de vegetais, frutas, cereais integrais, laticínios com baixo teor de gordura, peixes, aves, leguminosas, nozes e óleos vegetais, ao mesmo tempo em que limita gorduras saturadas, doces, sódio e alimentos ultraprocessados.
A análise avaliou seis padrões dietéticos diferentes, incluindo o Índice de Alimentação Saudável Alternativo, dietas baseadas em plantas e o Índice de Dieta de Saúde Planetária. Em todos os padrões, os participantes com maior adesão apresentaram melhor desempenho em testes cognitivos e menor percepção de declínio mental.
O estudo destacou que alimentos como vegetais e peixes desempenham papel central nos resultados positivos, enquanto itens como batatas fritas e bebidas açucaradas foram associados a pior desempenho cognitivo.
Segundo Bjornevik, “uma dieta rica em vegetais, peixe e cereais integrais, que limita carnes processadas e alimentos açucarados, está sistematicamente associada a melhores resultados cognitivos”. O neuropsicólogo Dr. Jason Brandt, da Universidade Johns Hopkins, acrescentou que a avaliação da dieta na meia-idade reforça a relação de causa e efeito, indicando que hábitos alimentares adotados entre os 45 e 54 anos são cruciais para a proteção cerebral a longo prazo.
Os pesquisadores ressaltam que qualquer padrão alimentar saudável, que priorize vegetais, peixes e cereais integrais e limite alimentos processados e açucarados, pode trazer benefícios cognitivos. Apesar disso, o estudo é observacional e não permite concluir relações de causa e efeito, e a maioria dos participantes era formada por mulheres brancas, o que limita a generalização dos resultados.
Para o futuro, os especialistas recomendam mudanças graduais e sustentáveis na alimentação, focando em mais vegetais, peixes e grãos integrais, combinadas com hábitos saudáveis, como forma de proteger a saúde mental ao longo da vida.