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O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou nesta terça-feira (25/11) que a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), será realizada no dia 10 de dezembro. A sessão ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, o nome será encaminhado ao plenário do Senado, onde a votação também acontecerá no mesmo dia, de forma secreta.
Ao lado do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), Alcolumbre afirmou que a data foi escolhida após uma decisão “conjunta”. Otto explicou que a leitura oficial da mensagem presidencial com a indicação será feita em 3 de dezembro, às 9h, quando também será aberto o prazo para pedidos de vista. A relatoria ficará com Weverton Rocha (PDT-MA).
A sabatina é uma etapa obrigatória para a nomeação de ministros do STF. Caso aprovado na CCJ, Messias precisará obter apoio de pelo menos 41 senadores em plenário. Se o nome for confirmado, o resultado será enviado ao presidente Lula, que publicará o decreto de nomeação no Diário Oficial da União. Depois disso, o Supremo marcará a cerimônia oficial de posse.
Até o dia da votação, Messias pretende intensificar conversas com senadores em um movimento conhecido como “beija-mão”, com visitas a gabinetes para consolidar apoios. Na segunda-feira (24), ele divulgou nota elogiando Alcolumbre, a quem disse ter “grande admiração e apreço”.
O gesto foi interpretado como uma tentativa de aproximação, já que Alcolumbre era considerado o principal articulador da indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. A definição da sabatina para 10 de dezembro gerou incômodo em setores da base governista, que esperavam mais tempo para ampliar o apoio a Messias e reduzir o risco de rejeição na CCJ ou no plenário do Senado.