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Durante a manhã desta quinta-feira (26), em Suzuka, antes do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, o piloto neerlandês Max Verstappen, da Red Bull, protagonizou um episódio com a imprensa. O quatro vezes campeão mundial se recusou a iniciar sua coletiva até que o jornalista britânico Giles Richards, do The Guardian, deixasse a sala, segundo relatos de sites especializados como Autosport, The Race e MotorSport.
O motivo, conforme confirmado pelo próprio Verstappen, remonta a uma pergunta feita meses antes, em Abu Dhabi, sobre um incidente envolvendo o piloto e George Russell no GP da Espanha da temporada passada. Na ocasião, a colisão resultou em uma penalização de 10 segundos para Verstappen e impactou a disputa pelo campeonato.
Ao entrar na sala, Verstappen percebeu a presença de Richards e disse: “Não vou falar até que você vá embora”. O episódio durou cerca de 30 segundos, até que o jornalista recolheu seus pertences e saiu. Só então o piloto autorizou que os demais repórteres iniciassem a coletiva: “Agora podemos começar”, disse com um sorriso.
Após o incidente, Richards publicou um desabafo no The Guardian, declarando: “Me decepcionou profundamente que Max Verstappen decidisse me expulsar de sua coletiva por uma pergunta que fiz no final da temporada passada”. Ele descreveu o momento como raro e inédito em sua experiência na cobertura da Fórmula 1.
O episódio evidencia uma tensão histórica entre Verstappen e parte da imprensa britânica, que o piloto já havia criticado por suposto tratamento enviesado. Em 2022, após a definição polêmica do campeonato de 2021, Verstappen chegou a se recusar a falar com a Sky Sports F1 durante o GP do México, retomando o diálogo apenas na corrida seguinte.
No aspecto esportivo, Verstappen comentou sobre as mudanças nas condições do GP do Japão em relação ao ano anterior: “Claro, é muito diferente do ano passado. Esta é a realidade em que estamos agora e precisamos aceitá-la”. Ele também falou sobre a gestão de potência dos carros na temporada atual: “Seguimos tendo muito cuidado com o uso do acelerador. Antes, íamos realmente ao limite do carro, mas agora, em alguns pontos, não é mais assim”.