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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu o decano Gilmar Mendes durante a sessão plenária desta terça-feira (15) que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu que o colega não colocasse palavras em sua boca.
O embate ocorreu quando Gilmar Mendes relembrou um debate sobre delação premiada. “Eu me lembro do debate que tive lá atrás sobre delação, em que o ministro André dizia que estava recebendo advogados para conduzir as delações”, afirmou Gilmar. Mendonça interrompeu de imediato: “Eu nunca disse isso, não, ministro Gilmar. Não ponha palavras na minha boca, eu não disse.”
O relator do caso Master completou que recebe advogados de todas as partes, mas não trata de delação. “Única coisa que eu sempre disse é que se tivesse uma delação para eu avaliar, eu iria avaliar os critérios próprios”, afirmou.
Confronto anterior
O episódio desta terça-feira é o segundo confronto direto entre os dois ministros na mesma sessão. Mais cedo, Gilmar Mendes acusou Mendonça de agir com “inequívoco viés político-eleitoral” na condução do caso Master, citando a escolha da data de 7 de Setembro para a divulgação do relatório e mencionando “pixuleco eleitoral”. Mendonça rebateu chamando o colega de “leviano” e pediu respeito: “Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”. Gilmar respondeu: “Quem não se dá o respeito não merece respeito”.
“PF paralela”
A sessão também foi marcada por declarações dos ministros Luiz Fux e André Mendonça sobre a atuação da Polícia Federal. Fux afirmou que não se pode admitir que a corporação “peite” ministros do STF, e Mendonça foi além: “Temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros”.
O que está em julgamento
O plenário analisa o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Moraes nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O documento também apontou edições do ministro em um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Antes de decidir sobre a investigação, os ministros analisam o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF. Os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam-se impedidos de participar do julgamento.



































































