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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, conseguiu na Justiça a revogação do segundo mandado de prisão preventiva que estava em vigor contra ele. Com a decisão, o artista deixa de ser considerado foragido, condição em que se encontrava desde fevereiro deste ano.
A revogação ocorreu depois que a defesa de Oruam, representada pelo advogado Thiago Lemos, questionou a consistência das provas reunidas na investigação que apura uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.
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O rapper era procurado desde fevereiro, quando a Justiça decretou novamente sua prisão preventiva após o descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica. Na época, relatórios de monitoramento apontaram sucessivas interrupções no funcionamento do equipamento, e o Ministério Público sustentou que houve descumprimento reiterado das regras impostas.
Mudança de cenário nos processos
A situação começou a mudar em julho. No dia 31 daquele mês, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, revogou a prisão preventiva de Oruam no processo em que ele respondia por tentativa de homicídio contra policiais civis.
A magistrada desclassificou a acusação para crimes como lesão corporal leve, ameaça, resistência, desacato e dano qualificado, considerando que não havia comprovação suficiente de intenção de matar. O Ministério Público também havia reconhecido, nas alegações finais, que as provas produzidas não demonstravam dolo homicida.
Mesmo com essa decisão, Oruam continuava sendo procurado devido ao segundo mandado de prisão preventiva, expedido no âmbito da investigação sobre o suposto braço financeiro de facção criminosa. Agora, com a nova decisão favorável, essa ordem de prisão também foi derrubada.
Investigação sobre suposta estrutura financeira
A investigação que motivou a segunda ordem de prisão faz parte de uma operação da Polícia Civil para apurar um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o grupo utilizava empresas, contas de terceiros e aquisição de bens para ocultar recursos supostamente provenientes do tráfico.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Márcia Gama Nepomuceno (mãe do cantor), Lucas Santos Nepomuceno (irmão), Oruam e outros investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa de Oruam sempre negou o envolvimento do artista com as irregularidades, apontando fragilidade nas provas e obtendo decisões semelhantes para outros familiares que também respondem em liberdade.
Com a revogação da ordem de prisão, Oruam deixa a condição de foragido, mas continua respondendo aos processos e deverá cumprir eventuais medidas cautelares remanescentes.



































































