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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO deputado federal Ricardo Salles (Novo) desistiu, nesta segunda-feira (28), da disputa pelo Senado em São Paulo. Ele anunciou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos apoiados pelo governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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A decisão foi anunciada a seis dias do primeiro turno, durante coletiva ao lado de Tarcísio, Derrite e Prado. O movimento busca concentrar os votos da direita nos dois candidatos escolhidos pelo governador para as duas vagas paulistas ao Senado.
“É o momento de somar, não é o momento de dividir”, afirmou Tarcísio. Segundo o governador, a desistência representa um movimento de união em torno das candidaturas que, na avaliação do grupo, têm maior possibilidade de conquistar as duas cadeiras.
A saída de Salles ocorre após o ex-ministro chegar à reta final atrás dos quatro principais candidatos ao Senado nos levantamentos eleitorais.
Pesquisas eleitorais
No levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 22 de setembro, Simone Tebet (PSB) aparecia com 29,6%, Derrite com 29,3%, Marina Silva (Rede) com 28,3% e André do Prado com 25%. Os quatro estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Salles aparecia mais distante, com 10,6%.
Outro levantamento, do Real Time Big Data, também havia colocado Salles abaixo do grupo que disputava as primeiras posições. Derrite tinha 20%, André 18%, Tebet 17%, Marina 14%, e Salles aparecia com 9%.
No levantamento do instituto Veritá divulgado em 12 de setembro, Salles registrava 3,9%, contra 21% de Derrite e 20,3% de André. Já a pesquisa Vox Brasil divulgada na última sexta-feira (25) mostrou Derrite com 28,2%, André com 26,6%, Marina com 25,9% e Tebet com 23,1%. Considerando a margem de erro de 2,55 pontos percentuais, os quatro permaneciam próximos na disputa.
De adversário a aliado
O apoio a André do Prado representa uma mudança importante na campanha de Salles. Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro e atualmente deputado federal pelo Novo, Salles disputava diretamente com André uma parcela do eleitorado de direita e fez do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um de seus principais alvos nos debates eleitorais.
No debate da Band, Salles questionou as credenciais políticas de André e tentou associá-lo a antigas alianças com partidos de esquerda. “Qual credencial de direita você tem?”, perguntou ao adversário.
O confronto se repetiu no debate promovido por UOL e Folha de S.Paulo, onde ambos protagonizaram um bate-boca com ataques sobre trajetórias e relações partidárias. Na ocasião, Salles acusou André de ter “rabo preso” com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Dias depois, no debate do Estadão e da FAAP, elevou o tom e afirmou que André seria uma “marionete” de Valdemar caso fosse eleito.
Salles chegou a defender publicamente, antes do início oficial da campanha, que fosse André — e não ele — quem desistisse da disputa. Nesta segunda-feira, questionado sobre as críticas anteriores, Salles afirmou que as divergências foram colocadas de lado diante do cenário eleitoral.
“Questões pessoais, opiniões diferentes, enfim, tudo isso fica menor diante de um objetivo maior”, declarou.
Estratégia e cenário presidencial
Tarcísio apresentou a retirada da candidatura como parte de uma estratégia para evitar a divisão de votos no campo conservador. “São Paulo sai na frente nesse grande movimento de união da direita”, disse. O governador afirmou que pretende utilizar as redes sociais e a propaganda na televisão para comunicar a nova composição aos eleitores na reta final.
Derrite e André também defenderam a concentração dos dois votos disponíveis para o Senado na dupla apoiada por Tarcísio. “Onde o primeiro voto for Guilherme Derrite, o segundo tem que ser André do Prado. Onde o primeiro voto for André do Prado, o segundo tem que ser Guilherme Derrite”, afirmou o governador.
A retirada de Salles ocorre em meio à manutenção, por enquanto, de seu apoio a Romeu Zema (Novo) na disputa presidencial, embora o deputado tenha sinalizado que apoiaria uma eventual decisão de Zema de recuar no primeiro turno para apoiar Flávio Bolsonaro (PL). Tarcísio aproveitou o anúncio para defender um movimento semelhante na eleição nacional, afirmando que gostaria de ver a direita unificada em torno de Flávio já no primeiro turno, embora respeite as candidaturas de Zema e Ronaldo Caiado (PSD).

































































