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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Binance anunciou neste sábado (31/10) que já repôs cerca de 90% dos criptoativos roubados no ataque hacker sofrido na última quinta-feira (30/10). Avaliado em US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34,5 bilhões), o incidente é considerado o maior roubo de criptomoedas da história do setor. A corretora garantiu que os saldos de todos os usuários permanecem intactos e que as perdas estão sendo integralmente absorvidas com recursos próprios.
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De acordo com o comunicado da empresa, os principais ativos afetados — Bitcoin (BTC), Ether (ETH), USDT, BNB, Solana (SOL), USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC — já contam com 100% de respaldo em suas reservas. O índice de reposição avançou em relação à atualização anterior, que apontava 80%. Os 10% restantes correspondem a tokens com menor liquidez de mercado, que a Binance segue comprando no mercado à vista (spot) e por meio de operações diretas balcão (over-the-counter / OTC).
Estrutura de cobertura e Prova de Reservas
Para cobrir a quebra milionária, a exchange mobilizou fundos corporativos (com mais de US$ 6,34 bilhões já reservados, dos quais cerca de US$ 5 bilhões já estavam alocados nos ativos exatos subtraídos), além de utilizar parcelas do fundo de seguro de futuros e o SAFU (Secure Asset Fund for Users), seu fundo de emergência de proteção ao cliente.
A plataforma publicou uma nova auditoria visual (snapshot) de sua Prova de Reservas (Proof-of-Reserves) referente à meia-noite UTC deste sábado (31/10), atestando cobertura igual ou superior a 100% para os ativos listados. “A Binance absorverá o impacto financeiro desses fundos roubados, não os nossos usuários”, declarou a empresa.
O ataque e a autoria atribuída à Coreia do Norte
O ataque drenou recursos armazenados em hot wallets (carteiras digitais conectadas à internet) da plataforma. Análises forenses de empresas de segurança blockchain, como TRM Labs e Chainalysis, apontam que a operação foi executada pelo grupo hacker TraderTraitor, patrocinado pelo governo da Coreia do Norte — o mesmo grupo responsabilizado pelo ataque de US$ 1,5 bilhão contra a corretora Bybit em fevereiro de 2025.
Parceiros do setor e emissores de stablecoins conseguiram congelar cerca de US$ 3 bilhões em ativos desviados. Esse montante corre em paralelo às reservas próprias que a Binance utilizou para recompor as contas dos clientes.
No momento, os depósitos na plataforma funcionam normalmente. Já as operações de saque continuam suspensas por medida de precaução, com previsão oficial de retomada para o domingo (1º/11), após a conclusão de varreduras nos sistemas de segurança.
Impacto no mercado de criptoativos
O montante subtraído supera em mais de quatro vezes o recorde anterior de roubos a plataformas de criptomoedas, reacendendo debates regulatórios globais sobre o armazenamento de ativos em carteiras conectadas e a resiliência das corretoras centralizadas diante de ataques cibernéticos patrocinados por Estados.
A Binance informou que continua colaborando com agências internacionais de combate a crimes financeiros e empresas de inteligência para tentar recuperar o restante dos ativos e aprimorar seus protocolos internos.
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