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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou duas decisões de forte impacto nas investigações que apuram o vazamento de operações policiais para integrantes de facções criminosas no Rio de Janeiro. O magistrado determinou a transferência do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, de uma penitenciária de máxima segurança para o sistema prisional fluminense, além de conceder liberdade provisória ao desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.
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Bacellar, que estava custodiado na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, desde março deste ano — quando foi preso na terceira fase da Operação Unha e Carne —, retornará a uma unidade prisional no estado do Rio de Janeiro. A data da transferência e o presídio de destino permanecem em sigilo por razões de segurança.
No mesmo despacho, Moraes revogou a prisão preventiva do desembargador Macário Júdice, que se encontrava detido desde dezembro de 2025. O ministro substituiu a prisão por medidas cautelares alternativas, como o monitoramento eletrônico por tornozeleira, a proibição de deixar o país e a apreensão de seu passaporte.
O esquema de vazamento e a conexão com o Comando Vermelho
As investigações da Polícia Federal, ratificadas por denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apontam a existência de uma engrenagem criada para repassar informações sigilosas sobre ações policiais a criminosos com atuação no Rio.
De acordo com a PGR, o desembargador Macário Júdice obtinha e antecipava os dados das operações a Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj, por sua vez, repassava o conteúdo ao ex-deputado estadual Thalles Pereira Alves, conhecido como TH Joias, apontado pelos investigadores como o elo do esquema com a cúpula do Comando Vermelho.
Um dos episódios centrais da acusação envolve a Operação Zargun, deflagrada pela PF em setembro de 2025. Segundo o Ministério Público Federal:
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Em 2 de setembro de 2025, véspera da operação, Bacellar encontrou-se pessoalmente com o desembargador Macário Júdice para obter os detalhes das ordens judiciais que seriam cumpridas no dia seguinte.
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Após a conversa, o ex-presidente da Alerj entrou em contato com TH Joias. Em depoimento prestado à Polícia Federal, Bacellar admitiu ter conversado com o ex-parlamentar na véspera da ação.
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O cruzamento de mensagens obtido pela perícia indicou que Bacellar não apenas sabia da operação com antecedência, como orientou o investigado a se prevenir.
Com a transferência de Bacellar para o Rio e a concessão de cautelares a Júdice, o processo segue em fase de instrução no STF.
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