Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), reagiu publicamente à declaração do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que afirmou que os jornalistas que o acompanharam em Belém “ficaram contentes” em deixar a capital paraense. A fala, feita durante um discurso no Congresso de Comércio Alemão, provocou forte repercussão no Brasil. Em uma publicação nas redes sociais, Barbalho classificou a declaração como “um discurso preconceituoso”, vindo de um país que, segundo ele, “ajudou a aquecer o planeta”. “O Pará abriu as portas e mostrou a força de um povo acolhedor. Curioso ver quem ajudou a aquecer o planeta estranhar o calor da Amazônia. Um discurso preconceituoso revela mais sobre quem fala do que sobre quem é falado. O futuro pede menos promessas e mais apoio concreto para quem protege as florestas. Aproveito para fazer outra pergunta: quem aqui tem orgulho do Pará e do Brasil? Que levante a mão e comente contra toda forma de preconceito”, escreveu Helder Barbalho.
O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), também se manifestou e classificou o discurso do chanceler como infeliz, arrogante e igualmente preconceituoso. Em vídeo publicado nas redes sociais, Normando afirmou: “Enquanto você vem com a sua arrogância, nós paraenses, belenenses e amazônidas vamos oferecer o que existe de melhor em nós, que é o nosso calor humano, o nosso acolhimento e o nosso amor. Cada um dá o que tem.”
A fala de Merz ocorreu na quinta-feira (13), quando o chanceler comparou Brasil e Alemanha diante de uma plateia na Alemanha. Ele relembrou sua recente viagem ao Brasil e disse: “Minhas senhoras e senhores, vivemos num dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada quem gostaria de ficar lá. Ninguém levantou a mão.”
“Todos ficamos contentes por regressar à Alemanha, sobretudo daquele local onde estávamos, na noite de sexta-feira”, acrescentou Merz. Durante o mesmo discurso, o chanceler elogiou a Alemanha como um dos países “mais livres” do mundo e destacou a necessidade de defender a democracia e o sistema econômico alemão.
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