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A Corregedoria da Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira (28) cinco policiais do Batalhão de Choque suspeitos de cometer crimes durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, realizada em 28 de outubro. Outros cinco militares do mesmo batalhão estão sendo investigados e tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos.
A operação, que visava combater o Comando Vermelho, deixou 121 mortos e gerou preocupação sobre excessos cometidos durante a ação. A investigação da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) analisou imagens das câmeras corporais dos policiais e identificou indícios de crimes militares, incluindo o furto de um fuzil, que, segundo a apuração, poderia ser revendido a criminosos. Durante a ação, fuzis de sete tipos diferentes foram apreendidos.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDHC), presidida pela deputada Dani Monteiro, acompanha o caso. Em nota, a Comissão criticou o que classificou como “graves violações” durante a operação e alertou para problemas de transparência: “Mais da metade das câmeras corporais das unidades envolvidas não estava funcionando naquele dia, o que cria lacunas graves e dificulta o controle externo da atividade policial”, disse.
A Corregedoria informou que a investigação continua em andamento e reforçou que a apuração busca esclarecer todos os crimes cometidos pelos militares durante o serviço, garantindo responsabilização dos envolvidos.