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O tenente-coronel do Exército Guilherme Almeida Marques, condenado a 13 anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, apresentou-se nesta segunda-feira (29) à Polícia Federal, em Goiânia (GO), para iniciar o cumprimento de prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida faz parte de uma decisão que manteve a prisão domiciliar de oito condenados pela trama golpista, confirmada no sábado (27) após audiências conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. As sessões tiveram como objetivo cumprir exigências legais relacionadas à execução das penas.
No caso de Guilherme Marques de Almeida, o mandado de prisão domiciliar ainda não havia sido cumprido porque o militar estava em viagem à Bahia. Segundo informações do processo, ele se comprometeu a retornar a Goiânia para se apresentar às autoridades, o que ocorreu nesta segunda-feira.
A determinação das prisões domiciliares foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de evitar novas tentativas de fuga dos condenados. A decisão ocorreu após a prisão, na sexta-feira (26), do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, no Paraguai, quando ele tentava embarcar para El Salvador utilizando um passaporte falso.
Para Moraes, há indícios de uma estratégia organizada entre os condenados para deixar o país. Em despacho, o ministro afirmou que o padrão de atuação da organização criminosa aponta para o planejamento de fugas internacionais, inclusive com apoio de terceiros.
Durante o cumprimento da prisão domiciliar, o tenente-coronel deverá usar tornozeleira eletrônica, está proibido de acessar redes sociais, manter contato com outros investigados e receber visitas. Ele também terá de entregar seu passaporte às autoridades.