🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (11) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Domingo (11) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeMensagens e registros de áudio obtidos pela Polícia Federal e divulgados neste sábado (10) pela revista Veja revelam os bastidores das negociações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e interlocutores ligados ao ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal. As conversas apontam para uma tentativa sistemática de captação de até R$ 10 bilhões em fundos de pensão de estatais como Petros (Petrobras), Postalis (Correios), Previ (Banco do Brasil) e Caixa Econômica Federal, com previsão de repasse de 10% do valor em propina.
A aproximação teve início em fevereiro de 2024, após o cancelamento de uma reunião entre Vorcaro e dirigentes da Petros. A partir desse momento, o banqueiro passou a articular contatos com Padilha, seu então braço-direito no ministério, Olavo Noleto, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. A intermediação central das conversas ficava a cargo de Júlio Cezar, consultor de Goiânia que acumulou mais de 450 mensagens e 180 chamadas telefônicas registradas pela PF com o dono do Banco Master.
Reunião no Palácio do Planalto e cobrança de propina
De acordo com o relato feito por Vorcaro em proposta de delação e detalhado na reportagem dos jornalistas Robson Bonin e Hugo Marques, o banqueiro esteve no Palácio do Planalto em 1º de março de 2024 para um encontro com o ministro Alexandre Padilha. Também participaram do encontro Olavo Noleto, Júlio Cezar e um primo do consultor, identificado como Fernando. Na ocasião, Padilha teria sinalizado que as tratativas conduzidas por Noleto tinham o mesmo peso das tratadas diretamente com ele.
Na sequência do encontro no Planalto, o grupo se reuniu na residência de Vorcaro, em Brasília. Segundo o banqueiro, foi nessa conversa que os interlocutores teriam condicionado a liberação de investimentos dos fundos de pensão estatais ao Master ao pagamento de um percentual de 10% em propina sobre o montante aportado.
Liberação de lista do governo e transferência de R$ 500 mil
Um dos passos centrais para viabilizar as operações era a inclusão do Banco Master na “lista exaustiva” do Ministério da Previdência Social — documento que habilita instituições financeiras a receberem aportes dos fundos de pensão. Em 29 de abril de 2024, o então sócio do banco, Augusto Lima, confirmou a Vorcaro a obtenção do aval:
“Entramos na lista exaustiva. Resolvido”, celebrou Lima.
“Você é foda”, respondeu o dono do Banco Master.
No mesmo dia, mensagens mostram Júlio Cezar cobrando R$ 500 mil de Vorcaro, alegando necessidade financeira imediata e prometendo empenho na liberação das operações. A transferência ocorreu dois dias antes de um jantar realizado na casa do banqueiro, com a presença de Padilha, Noleto, Fernando e Júlio.
As tratativas com os fundos federais perderam tração em julho de 2024 após denúncias sobre pressões na Caixa Asset, mas o banqueiro relatou ter mantido o esquema de captação junto a fundos municipais sob a mesma taxa de 10%. Em outubro do mesmo ano, novas reuniões e jantares foram organizados pelo intermediário, que tentou, sem sucesso, agendar uma audiência entre Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Padilha nega acusações e fala em “farsa eleitoral”
O ministro Alexandre Padilha manifestou-se neste sábado (10) e rechaçou veementemente o teor das acusações. O ministro classificou a divulgação como uma “farsa” arquitetada para causar desgaste político na reta final do segundo turno das eleições presidenciais.
“Foi uma farsa montada ontem. Montaram um teatro para o candidato da oposição, que chama Vorcaro de irmão, que pegou dinheiro de Vorcaro e que visitou Vorcaro preso”, declarou Padilha, rebatendo as suspeitas e direcionando as críticas ao adversário governista, Flávio Bolsonaro (PL).




































































