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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm desenvolvedor americano criou, com auxílio de inteligência artificial, uma suíte de sete aplicativos de código aberto que busca reproduzir as principais funções dos programas da Adobe. O projeto, chamado ArtCraft, foi anunciado no último fim de semana e disponibilizado gratuitamente sob as licenças MIT e Apache.
As ferramentas foram desenvolvidas como alternativas ao Photoshop, Illustrator, Premiere, Lightroom, After Effects, InDesign e Acrobat Pro, alguns dos principais produtos da Adobe. Thomas afirma ter utilizado o modelo Claude Opus 5.5, da Anthropic, para desenvolver o código em Rust, com versões que podem ser executadas diretamente no navegador por meio do WebAssembly.
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O que motivou o projeto
Thomas, que afirma ter cerca de uma década de experiência em projetos de grande escala desenvolvidos em Rust, disse em publicações no Reddit e no Hacker News que foi motivado pelas “taxas de cancelamento” da Adobe, que classificou como uma prática que dificulta deliberadamente a saída dos usuários de suas assinaturas.
“Vamos alcançar 100% de paridade de funções em um mês”, escreveu ele no Reddit. Dias depois, em resposta a críticos no Hacker News, Thomas moderou a promessa: “A paridade de 99% vai levar um tempo, mas estou certo de que será medida em meses, e não em anos”.
Recepção e críticas
A comunidade de tecnologia reagiu com ceticismo e passou a testar os aplicativos. Usuários do Hacker News baixaram o código, catalogaram funções ausentes e apontaram falhas nas ferramentas, que Thomas descreve como uma “alfa super inicial”.
Um dos principais questionamentos envolve a segurança de um projeto desenvolvido quase inteiramente com auxílio de IA e ainda sem uma auditoria extensiva. Uma pesquisa realizada em 2026 pela Sonar com 1.100 desenvolvedores profissionais indicou que 96% não confiam completamente em código gerado por IA.
Financiamento e licenças
Os aplicativos são distribuídos gratuitamente, mas o desenvolvimento é financiado pela venda de acesso por tokens ao modelo de IA visual do próprio ArtCraft, integrado aos programas como uma opção para geração de imagens, ao lado de modelos de terceiros.
“Temos uma equipe que constrói software popular para cineastas, então isso está completamente financiado”, escreveu Thomas, afastando a possibilidade de o projeto ser abandonado, como ocorre com algumas iniciativas de código aberto que não contam com respaldo financeiro.
Riscos jurídicos
A prática de recriar as funcionalidades de um software sem copiar seu código é conhecida como engenharia reversa e pode ser legal, dependendo de como é realizada e da jurisdição. Thomas afirma seguir o conceito de “clean-room reimplementation”, uma técnica de reimplementação funcional na qual o software é desenvolvido do zero, sem acesso ao código-fonte original.
No entanto, a Adobe poderia contestar o projeto judicialmente com base em direitos relacionados à aparência e identidade visual de seus produtos, caso considere que a interface do ArtCraft reproduz elementos protegidos.
Como os aplicativos do ArtCraft procuram reproduzir de perto o layout e a experiência de uso dos programas da Adobe, a iniciativa pode enfrentar questionamentos jurídicos.
Os termos de uso da Adobe também impõem restrições à engenharia reversa e ao uso de ferramentas de inteligência artificial para analisar ou recriar seus produtos.



































































