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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu neste sábado (10) um homem e uma mulher indiciados por integrar uma rede de aliciamento de menores para a prática de estupro de vulnerável. Os mandados são desdobramentos de uma investigação que já mantém preso desde março o principal operador dos crimes, o professor universitário e advogado Cordovil Antônio Nogueira Martins.
As prisões deste sábado ocorreram na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, foi capturado, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde Ariane de Oliveira Minas foi detida. A Polícia Civil informou que ainda busca localizar uma terceira suspeita.
Segundo a delegada titular da Dcav, Maria Luiza Machado, os investigados respondem pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e associação criminosa.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, Luiz Alberto Martins Sobrinho, que é funcionário público, é apontado como o líder da organização criminosa. A polícia apurou que ele organizava festas voltadas à exploração sexual de crianças e adolescentes e recebia valores via Pix de Cordovil para levar crianças de até 10 anos de idade para sua residência.
Já Ariane de Oliveira Minas atuava no recrutamento de adolescentes, direcionando-as à casa de Cordovil, localizada no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital, em troca de contrapartidas financeiras. A apuração da Dcav também aponta suspeitas de que mães estariam envolvidas na exploração das próprias filhas dentro do esquema.
O caso principal e o perfil do réu
Cordovil Antônio Nogueira Martins responde a processos na Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital (Veca) e está preso preventivamente desde março. As investigações revelam que ele se aproveitava da vulnerabilidade social das vítimas para se aproximar, oferecendo dinheiro, presentes, celulares e lanches como forma de aliciamento e para garantir o silêncio delas.
No celular do réu, os agentes apreenderam mais de 8 mil arquivos com conteúdo de exploração sexual envolvendo menores, material que também teria sido compartilhado. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 500 mil para cada vítima identificada no processo.
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