Após a onda de violência que deixou 55 mortos em presídios de Manaus, o Governo do Estado afirmou nesta terça-feira (28), que está com dificuldades no armazenamento e identificação dos corpos das vítimas do massacre.

Até o fim da manhã desta terça, apenas 16 corpos haviam sido liberados para as famílias. As mortes ocorreram entre o domingo e segunda em presídios na capital do estado. De acordo com as autoridades, o ato se deu por uma disputa pelo comando de uma facção.

De acordo com a diretora do Instituto Médico Legal (IML) Sanmya Leite, a capacidade máxima é de 20 corpos, no momento, existem 44 aguardando identificação, sendo 39 provenientes das quatro prisões. “Os familiares já foram contatados e agora aguardamos apenas a identificação, que será por meio da papiloscopia ou, se preciso, odontologia ou exame de DNA”, explicou a diretora.

A presidente do Sindicato dos Peritos no Amazonas, Viviane Pinto, disse que o trabalho de identificação dos corpos é demorado em razão do número reduzido de peritos. “Devido ao número reduzido de peritos, esse trabalho é mais longo e demorado. São quatros peritos legistas na escala e um odonto legista para toda essa demanda. Atualmente, são 20 gavetas no IML, que já estão ocupadas. Os demais corpos estão na câmara frigorífica que foi contratada”, disse.

De acordo com o instituto, dos 15 corpos identificados dez deles tiveram como causa da morte perfurações feitas por artefatos produzidos através de escova de dentes, os outros cinco foram vítimas de asfixia.