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🧡 Ver Ofertas na ShopeeCandidato do PL à Presidência defendeu abertura de 500 mil novas vagas em presídios e disse que vai importar modelo de segurança de El Salvador, apesar de críticas internacionais a violações de direitos humanos.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu neste domingo (30), em São Paulo, com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. Após o encontro, o senador afirmou que o Brasil precisa “prender mais” e que vai importar práticas do país centro-americano para o combate à criminalidade, caso seja eleito.
500 mil novas vagas em presídios
Flávio Bolsonaro sinalizou que, se vencer as eleições, vai abrir 500 mil novas vagas em presídios. A medida, segundo ele, teria um custo estimado entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões ao longo de quatro anos. O senador justificou a proposta afirmando que o Brasil tem “pouco preso”, embora o país possua a terceira maior população carcerária do mundo, com cerca de 965 mil pessoas detidas, atrás apenas de Estados Unidos e China.
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso, vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios pra que ladrão de celular que comece com pena de no mínimo 8 anos de cadeia fique preso, não apenas seja preso”, declarou.
Questionado sobre como viabilizará o gasto diante do aperto nas contas públicas, o candidato afirmou que fará cortes de despesas, sem especificar quais, e disse contar com novas receitas a partir da exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Modelo de segurança controverso
O governo de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, tem sido citado como inspiração por candidatos de direita na área da segurança pública, como Flávio Bolsonaro, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Bukele estabeleceu práticas consideradas controversas, como a construção de megaprisões e prisões em massa sem mandado judicial.
Relatório da Human Rights Watch aponta que mais de 90 mil pessoas foram presas arbitrariamente sob o regime de Bukele, incluindo mais de 3 mil crianças. Investigações do jornal salvadorenho El Faro também mostram que o presidente fez um pacto secreto com as gangues Mara Salvatrucha-13 (MS-13) e Bairro 18 para reduzir o número de homicídios.
Flávio, no entanto, ignorou os questionamentos sobre o modelo e afirmou que investirá em tecnologia para evitar a comunicação entre criminosos nos presídios.
Criação de ministério e articulação no Congresso
O candidato do PL também defendeu a criação de um ministério exclusivo para a segurança pública. A proposta vai na mesma linha do que defende o presidente Lula (PT), que tem prometido instituir a pasta caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso. No governo Jair Bolsonaro e na gestão atual de Lula, a segurança pública está subordinada ao Ministério da Justiça.
A criação de uma nova pasta, no entanto, vai na contramão do discurso de corte de gastos prometido por Flávio, que tem dito que fará um “tesouraço” nos ministérios e em cargos comissionados.
O senador também afirmou que vai articular, no Congresso, a aprovação de uma proposta contrária à PEC do fim da escala 6×1. Ele defende um regime de hora trabalhada, apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê que o acordo entre patrão e empregado prevaleça sobre convenções e acordos coletivos.
Apoio na reunião
O encontro contou com a presença de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), candidatos ao Senado por São Paulo, e do senador Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná.




















































































